Publicado em: 28/01/2026 às 10:20hs
O etanol hidratado manteve vantagem sobre a gasolina apenas no Mato Grosso do Sul na última semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.
Na média nacional, a paridade do etanol em relação à gasolina foi de 72,83%, percentual considerado desfavorável ao biocombustível. Em geral, o etanol é considerado competitivo quando o preço equivale a até 70% do valor da gasolina, devido à menor eficiência energética do combustível renovável.
De acordo com o levantamento, o Mato Grosso do Sul foi o único estado onde o etanol manteve-se mais vantajoso para o consumidor. Por lá, o litro do combustível foi vendido em média a R$ 4,20, com paridade de 69,08% frente à gasolina.
Esse cenário reflete a boa oferta local e os custos logísticos mais baixos, além da forte presença do setor sucroenergético regional, que garante competitividade nos preços do etanol em relação aos derivados de petróleo.
Executivos e analistas do setor lembram que a competitividade do etanol pode variar conforme o modelo e a eficiência do veículo. Em automóveis mais novos e motores otimizados para o uso do biocombustível, a paridade pode superar os 70% sem perda significativa de desempenho, tornando o etanol uma opção mais vantajosa mesmo em estados onde o preço é ligeiramente mais alto.
Além disso, fatores como emissões reduzidas, origem renovável e impactos ambientais menores continuam fortalecendo o papel do etanol na matriz energética brasileira, mesmo em momentos de desvantagem econômica frente à gasolina.
Os preços do etanol têm sido pressionados por custos de produção e variações no mercado internacional do açúcar, que compete diretamente pelo uso da cana-de-açúcar. Já a gasolina vem sendo influenciada pelas cotações do petróleo e pelas políticas de preços da Petrobras.
A expectativa é de que a paridade melhore nos próximos meses, com o avanço da safra de cana e o aumento da oferta de etanol hidratado no mercado interno, o que pode reduzir os preços nas bombas e ampliar sua competitividade em mais estados brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
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