Publicado em: 26/01/2026 às 10:35hs
O etanol de milho consolidou sua posição como um dos pilares da matriz de biocombustíveis no Brasil. Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção do biocombustível a partir do cereal alcançou 77,2% da produção total de etanol na segunda quinzena de dezembro de 2025, demonstrando um crescimento expressivo e sustentado no setor.
No acumulado da safra 2025/26, o volume de etanol de milho produzido atingiu 6,86 bilhões de litros, o que representa alta de 13,98% em comparação ao mesmo período da safra anterior.
O resultado reforça a expansão do segmento e confirma o aumento da capacidade industrial e da eficiência operacional das usinas dedicadas à produção do biocombustível.
O avanço da produção é resultado de investimentos contínuos em novas plantas industriais, ampliações de unidades já existentes e ganhos de previsibilidade na operação.
Diferentemente da cana-de-açúcar, cuja colheita é sazonal, o milho permite produção durante todo o ano, o que garante maior regularidade no fornecimento e reduz a dependência da safra canavieira.
A consolidação do etanol de milho está transformando o equilíbrio do setor sucroenergético brasileiro.
Além de aumentar a oferta de biocombustíveis no mercado interno, o crescimento dessa rota produtiva fortalece a segurança energética nacional, gera novos empregos e estimula a economia regional, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, onde se concentram as principais usinas.
Outro ponto relevante é a produção de coprodutos valiosos, como o DDG (grãos secos de destilaria), amplamente utilizado na nutrição animal, agregando valor à cadeia produtiva do milho.
Com o avanço tecnológico e o fortalecimento dos investimentos privados, o etanol de milho se consolida como uma das principais apostas da transição energética no Brasil.
O setor deve continuar em trajetória de crescimento nos próximos anos, sustentado pela demanda por combustíveis renováveis, pelo potencial exportador e pela integração entre as cadeias agrícola e energética.
Fonte: Portal do Agronegócio
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