Publicado em: 20/02/2026 às 10:35hs
O Brasil enviou a primeira remessa de DDG (Dried Distillers Grains), coproduto do processamento de milho para produção de etanol, com destino à China, marcando um avanço histórico na pauta exportadora do país. O cargueiro saiu do Porto de Imbituba (SC) com cerca de 62 mil toneladas do produto, representando a abertura de um novo mercado para a indústria brasileira.
A exportação foi possível após a assinatura do protocolo sanitário bilateral entre Brasil e China. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), conduziu o processo de registro, habilitação e inspeção das plantas interessadas em acessar o novo mercado.
Ao todo, 13 estabelecimentos brasileiros receberam autorização oficial para exportar DDG para a China, após avaliação de boas práticas de fabricação, controles de segurança, rastreabilidade e demais requisitos exigidos pelas autoridades chinesas.
O DDG (Distillers Dried Grains) é obtido a partir do milho utilizado na produção de etanol. Após a fermentação e destilação, os componentes não convertidos em álcool — como proteínas, fibras e lipídios — são concentrados e secos, resultando no produto final. Ele tem grande relevância no mercado de alimentação animal, agregando valor à cadeia do milho e da bioenergia.
O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, tem aumentado significativamente sua presença no mercado internacional de DDG. Em 2024, foram exportadas aproximadamente 791 mil toneladas, enquanto a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos desse tipo.
Em 2025, o desempenho brasileiro foi ainda mais expressivo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) indicam que o país exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024.
O avanço nas exportações está diretamente relacionado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 uma produção de quase 10 bilhões de litros de etanol, acompanhada de maior oferta de coprodutos como o DDG.
A combinação entre abertura de novos mercados e ampliação da capacidade produtiva reforça o papel do Brasil como fornecedor confiável e competitivo na cadeia global de nutrição animal e bioenergia, fortalecendo o conceito de Brazilian Distillers Grains como produto estratégico para agregação de valor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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