Biodiesel

Brasil lança Coalizão pelos Biocombustíveis para fortalecer transição energética e ampliar uso de combustíveis renováveis

Nova aliança entre frentes parlamentares e entidades do agro e energia busca consolidar o país como líder global na produção sustentável e regulamentar a Lei do Combustível do Futuro.


Publicado em: 05/02/2026 às 10:45hs

Brasil lança Coalizão pelos Biocombustíveis para fortalecer transição energética e ampliar uso de combustíveis renováveis
Coalizão pelos Biocombustíveis é lançada em Brasília

Foi lançada nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Coalizão pelos Biocombustíveis, uma iniciativa que une frentes parlamentares e entidades dos setores energético e agroindustrial. O grupo tem como principal objetivo fortalecer a transição energética brasileira, acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e consolidar o papel do Brasil como referência mundial em energia limpa e renovável.

O evento marcou a criação de um novo espaço de articulação institucional, destinado à elaboração de políticas públicas voltadas ao uso de combustíveis renováveis. A proposta é promover sustentabilidade, segurança energética, geração de empregos e crescimento econômico.

Lideranças reforçam papel estratégico dos biocombustíveis

Durante o lançamento, o presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, destacou a importância do setor para o desenvolvimento sustentável nacional.

“Os biocombustíveis são parte da solução para o Brasil e para o mundo. Temos tecnologia, produção sustentável e uma cadeia que gera emprego, renda e reduz emissões. A Coalizão nasce para dar unidade e força a esse debate com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirmou Goergen.

Frentes parlamentares unidas em defesa da energia limpa

A nova coalizão é formada inicialmente por quatro importantes frentes parlamentares:

  • Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
  • Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
  • Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol)
  • Frente Parlamentar Mista da Economia Verde

Essa união amplia o protagonismo do Congresso Nacional na formulação de políticas voltadas ao setor de biocombustíveis.

O deputado Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética da Câmara, assumiu a coordenação-geral da Coalizão. O Conselho Deliberativo será composto pelos deputados Alceu Moreira (FPBio), Zé Vitor (FPEtanol) e Pedro Lupion (FPA).

Biocombustíveis como política de Estado

Com uma visão de longo prazo, a Coalizão defende o reconhecimento dos biocombustíveis como política de Estado, integrando os setores energético, industrial, agropecuário e ambiental.

Entre os principais eixos de atuação estão:

  • Estímulo à produção nacional e valorização da economia circular
  • Aproveitamento de resíduos para geração de energia limpa
  • Adoção de critérios técnicos como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que mensura o impacto ambiental completo dos combustíveis

A iniciativa também propõe um planejamento estruturado para substituir gradualmente os combustíveis fósseis, com metas claras e mecanismos de financiamento, incluindo a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética.

Impactos econômicos e sociais dos biocombustíveis

Além dos benefícios ambientais, os biocombustíveis geram impactos econômicos e sociais significativos. O biodiesel, por exemplo, reduz importações, fortalece a agricultura familiar e gera empregos em todo o país.

“O Brasil pode liderar a economia de baixo carbono. Temos uma das matrizes mais limpas do planeta e condições reais de avançar com protagonismo global. Biocombustível é produção, tecnologia e oportunidade concreta para o país”, destacou novamente Goergen.

Próximos passos da Coalizão

A Coalizão pretende atuar junto ao Executivo e ao Legislativo na formulação de propostas e instrumentos que acelerem a transição energética brasileira, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade internacional.

Com a união entre setor público e privado, o movimento busca garantir o papel do Brasil como líder mundial na produção de energia renovável, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a geração de novas oportunidades no campo e na indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

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