Publicado em: 23/03/2026 às 11:08hs
Os mercados internacionais iniciaram a semana com forte volatilidade, refletindo a escalada — e posterior alívio — das tensões no Oriente Médio. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a suspensão temporária de possíveis ataques ao Irã por cinco dias, trouxeram alívio aos investidores.
Antes da abertura de Wall Street, os contratos futuros das principais bolsas norte-americanas registravam alta expressiva:
Na Europa, o movimento também foi majoritariamente positivo:
O cenário indica recuperação parcial após a aversão global ao risco observada no fim da semana anterior.
Na Ásia, onde os mercados já haviam encerrado as negociações antes das declarações mais recentes, o dia foi marcado por fortes quedas generalizadas.
Os principais índices fecharam em baixa:
A liquidação foi impulsionada pelo receio de uma crise prolongada envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, com potencial impacto inflacionário global — especialmente via preços de energia.
Setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como tecnologia, turismo e agricultura, foram os mais penalizados, diante do risco de estagflação.
O mercado de petróleo registrou uma forte reversão após as declarações de Trump. O barril do tipo Brent chegou a operar entre US$ 114,43 e US$ 96 ao longo do dia, antes de recuar de forma acentuada.
No momento mais recente, o Brent era negociado próximo de US$ 101,11, com queda de 9,88%.
A retração da commodity reduziu temporariamente o temor de choque inflacionário global, melhorando o apetite por risco em parte dos mercados.
No Brasil, o Ibovespa encerrou a última sexta-feira (20) em forte queda de 2,25%, aos 176.219 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global e realização de lucros após máximas recentes.
Apesar disso, o índice abriu esta segunda-feira (23) com leve alta:
O volume financeiro elevado — R$ 49,2 bilhões no último pregão — indica movimentação intensa e ajuste técnico relevante no mercado.
O avanço das tensões geopolíticas também impulsionou o dólar frente ao real, refletindo a busca por ativos considerados mais seguros.
A moeda norte-americana segue sensível às oscilações do cenário externo, especialmente às variações no preço do petróleo e ao fluxo global de capitais.
Além do cenário internacional, o mercado brasileiro acompanha uma agenda corporativa intensa, com empresas relevantes no radar dos investidores, como:
Esses papéis contribuem para a dinâmica do índice em meio ao ambiente de incerteza global.
Apesar do alívio momentâneo, o cenário segue incerto. Informações divergentes — como a negativa iraniana sobre negociações com os EUA — mantêm o risco geopolítico elevado.
Analistas apontam que:
Mesmo com a recente correção, o Ibovespa ainda acumula alta em 2026, indicando resiliência diante de choques externos — mas com tendência de curto prazo ainda dependente do cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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