Publicado em: 25/03/2026 às 11:30hs
O mercado brasileiro de soja inicia o dia com ritmo mais lento, refletindo a atuação divergente dos principais formadores de preços. Enquanto a Bolsa de Chicago apresenta recuperação, o recuo do dólar reduz a competitividade das negociações no mercado físico, resultando em menor fluidez nas operações.
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registra alta nos contratos futuros, com o vencimento maio/26 cotado a 11,59 1/2 centavos de dólar por bushel.
O movimento é atribuído à entrada de investidores em compras de barganha, após perdas recentes. Além disso, a desvalorização do dólar frente a outras moedas favorece a competitividade da soja norte-americana no mercado internacional, sustentando a recuperação das cotações.
No Brasil, o dólar comercial recua 0,34%, sendo negociado a R$ 5,2362. Já o Dollar Index apresenta baixa de 0,10%, aos 99,330 pontos.
A retração da moeda norte-americana reduz o apetite dos vendedores no mercado físico, uma vez que impacta diretamente os preços recebidos em reais. Esse cenário contribui para um ambiente de cautela e menor volume de negócios.
Outro fator que influencia o mercado é a forte queda do petróleo. O contrato WTI para maio de 2026, negociado em Nova York, recua mais de 3%, cotado a US$ 88,80 por barril.
A desvalorização está ligada à possibilidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que reduz tensões geopolíticas e pressiona os preços da commodity. Esse movimento amplia a cautela nos mercados globais, incluindo o de grãos.
Na sessão anterior, o mercado brasileiro apresentou oscilações moderadas, com preços mistos ao longo do dia. Houve melhores oportunidades para contratos com entrega em maio e registros pontuais de negócios nos portos, inclusive para prazos mais longos, como 2027.
Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, o comportamento foi influenciado por movimentos opostos entre Chicago e o câmbio, embora com variações limitadas.
Os prêmios de exportação, por sua vez, seguem em recuperação, criando oportunidades no curto prazo. Além disso, produtores com maior necessidade de caixa têm aumentado a participação nas negociações, reduzindo a diferença entre preços pedidos e ofertados.
Os preços da soja apresentaram variações regionais no Brasil:
Nos principais terminais de exportação, os preços tiveram leve alta:
O cenário internacional mostra desempenho positivo nas bolsas:
Com Chicago e dólar em direções opostas, o mercado brasileiro de soja tende a permanecer travado no curto prazo. A evolução dos prêmios de exportação e a necessidade de venda por parte dos produtores devem seguir como fatores-chave para destravar negócios pontuais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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