Publicado em: 22/07/2024 às 10:56hs
O índice das principais empresas da China registrou queda nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de sete dias de ganhos, apesar dos cortes inesperados nas taxas de juros destinados a estimular a economia.
A queda foi liderada pelas ações dos setores bancário e de energia, em meio à percepção de que as recentes reformas de Pequim, delineadas após uma reunião a portas fechadas do Partido Comunista, priorizam a manufatura e a tecnologia, em detrimento do setor financeiro.
A China surpreendeu os mercados ao reduzir as principais taxas de juros de curto e longo prazo nesta segunda-feira, sinalizando a intenção de impulsionar o crescimento da segunda maior economia do mundo. No entanto, alguns analistas interpretam a medida como um reconhecimento da fraqueza econômica pelas autoridades.
Ao final do pregão, o índice de Xangai caiu 0,61%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,68%. Em contraste, o índice Hang Seng, de Hong Kong, apresentou alta de 1,25%.
No mercado financeiro global, o índice Nikkei, de Tóquio, registrou uma queda de 1,16%, fechando aos 39.599 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,14%, encerrando aos 2.763 pontos. O índice TAIEX, de Taiwan, registrou uma baixa de 2,68%, fechando aos 22.256 pontos. O índice Straits Times, de Cingapura, desvalorizou-se 0,30%, finalizando aos 3.437 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,50%, encerrando aos 7.931 pontos.
Esses movimentos refletem um cenário econômico global instável, onde medidas de estímulo econômico são recebidas com cautela pelos investidores, revelando uma complexa interação entre políticas governamentais e expectativas de mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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