Mercado Financeiro

Produção Industrial Brasileira Registra Recuo de 0,3% em Fevereiro, Aponta IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam queda maior que o previsto, mas expansão anualizada persiste


Publicado em: 03/04/2024 às 10:45hs

Produção Industrial Brasileira Registra Recuo de 0,3% em Fevereiro, Aponta IBGE
Análise da Produção Industrial

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial do Brasil apresentou uma baixa de 0,3% em fevereiro em comparação a janeiro, após um declínio de 1,6% no mês anterior.

A queda observada foi superior à projeção inicial de -0,2%, conforme indicado pela mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA. Em relação a fevereiro de 2023, no entanto, houve um crescimento de 5,0%, ainda que abaixo da estimativa de +5,3% coletada pela CMA.

Na análise sem ajuste sazonal, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o total da produção industrial cresceu 5,0% em fevereiro de 2024, marcando o sétimo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Além disso, o setor industrial registrou uma expansão de 4,3% nos primeiros dois meses de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023.

O indicador anualizado, que representa o acumulado nos últimos 12 meses, avançou 1,0% em fevereiro, mostrando um ritmo de crescimento mais acelerado em relação aos resultados anteriores de janeiro de 2024 (0,4%) e dezembro de 2023 (0,1%).

Variações por Segmento e Categoria Econômica

Entre os 25 ramos industriais pesquisados, apenas 10 mostraram redução na produção, com destaques negativos para produtos químicos (-3,5%), indústrias extrativas (-0,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%).

Por outro lado, entre as atividades que registraram crescimento na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5%) e celulose, papel e produtos de papel (5,8%) foram os que mais impactaram em fevereiro de 2024. Observou-se também avanços significativos nos ramos de produtos de minerais não metálicos (4,5%), produtos de borracha e material plástico (3,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,4%).

Na comparação com o mês anterior, bens intermediários (-1,2%) foi a única categoria econômica que apresentou uma taxa negativa em fevereiro de 2024. Enquanto isso, o segmento de bens de consumo duráveis (3,6%) registrou o maior crescimento, seguido pelos setores de bens de capital (1,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4%).

Fonte: Portal do Agronegócio

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