Publicado em: 15/05/2024 às 11:15hs
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, destacou nesta quarta-feira os principais elementos que levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) a reduzir o ritmo de afrouxamento monetário. Em sua intervenção durante uma conferência, Campos Neto salientou que a decisão foi guiada por uma série de fatores, incluindo uma deterioração das expectativas de inflação, aumento do prêmio de risco e preocupações fiscais.
O presidente do BC enfatizou que a discussão no Copom foi conduzida com base em argumentos técnicos, com especial atenção para a importância de controlar as expectativas de inflação. Ele ressaltou que a maioria dos membros do comitê concordou que as mudanças observadas no cenário econômico eram significativas e exigiam uma adaptação no ritmo de política monetária.
Campos Neto reforçou que, para o Banco Central, a meta de inflação de 3% é um objetivo fundamental que deve ser perseguido com determinação. Ele destacou que não deveria haver espaço para discussões sobre uma banda de tolerância para essa meta, sublinhando a importância da ancoragem das expectativas inflacionárias.
Além dos fatores domésticos, o presidente do BC mencionou preocupações com o cenário internacional, incluindo a situação da taxa de juros nos Estados Unidos e os potenciais impactos de um mercado de trabalho robusto na inflação. No âmbito local, foram debatidos riscos relacionados à pressão sobre os preços dos alimentos e à incerteza política, que continua elevada e influencia o preço do petróleo.
A decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 10,50%, foi tomada por uma margem estreita de 5 votos a 4. Campos Neto destacou que a discussão foi sobre a graduação dos fatores condicionantes, enfatizando que a orientação futura da política monetária permanece condicionada ao cenário econômico.
Fonte: Portal do Agronegócio
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