Publicado em: 04/04/2018 às 10:20hs
Os mercados acionários da China recuaram nesta quarta-feira, com os investidores reduzindo sua exposição a ações antes de feriado e se preparando para as contramedidas de Pequim contra as tarifas norte-americanas sobre as exportações chinesas.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,19 por cento, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,15 por cento.
Embora houvesse algum desconforto persistente entre os investidores, a maioria considera que as sanções dos EUA terão impacto insignificante sobre o crescimento, e espera que uma guerra comercial seja evitada através de negociações.
A maioria dos setores caiu, mas o setor de consumo, que é visto como imune a disputas comerciais, subiu mais de 3 por cento.
Na terça-feira, o governo Trump anunciou tarifas de 25 por cento sobre 50 bilhões de dólares em importações anuais da China, cobrindo cerca de 1.300 produtos de tecnologia industrial, transporte e produtos médicos.
O Ministério do Comércio da China imediatamente alertou que estava preparando contramedidas de igual intensidade, com uma entrevista coletiva nesta quarta-feira para discutir as relações com os norte-americanos. O país retaliou com uma lista de taxas similares sobre importações dos Estados Unidos como soja, aviões, carros, uísque e produtos químicos.
Mas não houve sinais do tipo de pânico visto há duas semanas quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu impor tarifas de até 60 bilhões de dólares sobre as importações chinesas, levantando temores de uma guerra comercial e provocando venda de ativos de risco.
Os mercados acionários da China permanecerão fechados na quinta e sexta-feiras por conta do feriado do Dia de Limpeza dos Túmulos, que comemora e reverencia os antepassados.
No restante da região, a preocupação com as relações entre China e EUA pesavam, e o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,32 por cento às 7:42 (horário de Brasília).
Fonte: Reuters
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