Publicado em: 12/12/2025 às 10:55hs
Os mercados norte-americanos encerraram o pregão desta sexta-feira com desempenho divergente. O Dow Jones avançou e o S&P 500 atingiu novas máximas históricas, impulsionados por ações de setores tradicionais como financeiro, industrial e de materiais. Já o Nasdaq, mais concentrado em tecnologia, registrou leve queda, pressionado por empresas de inteligência artificial, como a Oracle, que sinalizou aumento de investimentos, gerando preocupação sobre custos e rentabilidade.
O cenário também refletiu a postura mais cautelosa do Federal Reserve, que indicou uma condução menos “hawkish” na política monetária, aumentando a atenção de investidores quanto a futuras decisões sobre juros.
As principais bolsas da Europa fecharam em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,68%, o CAC 40, de Paris, subiu 0,79%, e o FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,49%. O índice STOXX 600, que reúne ações de toda a Europa, ganhou 0,52%, refletindo expectativas positivas com o corte de juros nos EUA e comentários sobre a condução futura da política monetária global.
Na Ásia, as bolsas operaram de forma mista, com queda em Xangai e CSI 300 — 0,7% e 0,86%, respectivamente — em meio à expectativa sobre a Conferência Central de Trabalho Econômico da China, que define a agenda econômica do país para 2026. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou leve baixa de 0,04%. Investidores seguem atentos à meta de crescimento da China, projetada em torno de 5% para o próximo ano, e à influência das políticas externas sobre exportações e commodities.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou praticamente estável, em 159.189 pontos, refletindo o equilíbrio entre os fluxos de capital externo e fatores internos, como cenário político e expectativas econômicas locais. O movimento mostra cautela do investidor em meio à volatilidade internacional e aos sinais de desaceleração em alguns setores.
A combinação de cortes de juros nos EUA, performance setorial e decisões de política monetária global segue definindo o humor dos investidores. A rotação entre setores de crescimento e valor tem predominado, com destaque para setores tradicionais que registram maior apetite pelo risco, enquanto tecnologia segue mais pressionada.
Analistas indicam que os mercados continuarão acompanhando de perto indicadores econômicos globais, decisões do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, além de resultados corporativos, que devem guiar o desempenho dos índices nos próximos pregões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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