Publicado em: 02/03/2026 às 10:55hs
As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil mantiveram em 3,91% a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, enquanto a meta definida para o período segue em 3,00%.
Os preços administrados, que incluem tarifas controladas ou definidas por contrato, permaneceram estáveis em 3,67%, enquanto a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou de 3,71% para 3,18%.
Para 2027, as instituições reduziram ligeiramente a projeção do IPCA, que passou de 3,80% para 3,79%, ainda acima da meta de 3,00%.
Os preços administrados apresentaram pequena alta, de 3,72% para 3,74%, e o IGP-M manteve-se estável em 4,00%.
As expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram inalteradas, com previsão de crescimento de 1,82% em 2026 e 1,80% em 2027.
O Banco Central, por outro lado, projeta um avanço econômico um pouco maior, de 2,3% em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado em dezembro.
A pesquisa Focus apontou uma queda na projeção da taxa Selic, que passou de 12,13% para 12,00% ao final de 2026. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15,00%, o que indica uma expectativa de corte de 3 pontos percentuais até o fim do próximo ano.
Há quatro semanas, a estimativa era de 12,25%, sinalizando um cenário de otimismo moderado com a política monetária. Para 2027, a taxa deve recuar para 10,50%.
A taxa de câmbio também apresentou ajuste: a projeção para 2026 caiu de R$ 5,45 para R$ 5,42 por dólar, enquanto para 2027 foi mantida em R$ 5,50.
Os números indicam expectativa de estabilidade no câmbio e confiança moderada do mercado na condução da política econômica brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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