Publicado em: 18/02/2026 às 18:20hs
As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil, por meio da pesquisa Boletim Focus, reduziram a projeção para a inflação de 2026.
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,97% para 3,95%, ligeiramente abaixo da semana anterior. A meta de inflação para o período, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Enquanto a projeção para o IPCA recuou, a estimativa de aumento nos preços administrados — que incluem tarifas de energia, combustíveis e transportes públicos — subiu de 3,69% para 3,76%.
Já a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), referência para reajustes de aluguéis e contratos, foi ajustada para baixo, passando de 3,90% para 3,86%.
Para 2027, as projeções de inflação permanecem praticamente inalteradas. O mercado mantém o IPCA em 3,80%, também acima da meta de 3,00% definida para o período.
A inflação dos preços administrados ficou estável em 3,71%, enquanto o IGP-M apresentou leve alta, passando de 3,99% para 4,00%.
A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi mantida em 1,80%, mesmo percentual projetado para 2027.
O próprio Banco Central prevê um crescimento um pouco mais robusto: segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) de dezembro, a economia nacional deve expandir 2,3% em 2026.
A taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15,00% ao ano, deve encerrar 2026 em 12,25%, conforme estimativas da pesquisa Focus. Isso representa uma redução de 2,75 pontos percentuais ao longo do período.
Para 2027, o mercado mantém a projeção de nova queda, com a Selic chegando a 10,50%.
As expectativas para a taxa de câmbio continuam sem alterações. O mercado prevê o dólar cotado a R$ 5,50 tanto no final de 2026 quanto de 2027, sem variações nas últimas quatro semanas.
Os resultados da pesquisa indicam um cenário de relativa estabilidade nas expectativas econômicas, com inflação controlada, juros em trajetória de queda e câmbio estável.
Apesar disso, o mercado ainda projeta crescimento econômico moderado, refletindo o impacto do aperto monetário prolongado e das incertezas no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias