Publicado em: 12/02/2026 às 10:46hs
Os mercados de ações ao redor do mundo iniciaram o dia com tendência positiva, influenciados principalmente pelo forte relatório de empregos nos Estados Unidos, divulgado recentemente, que reduziu expectativas imediatas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Bolsas como Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram nos contratos futuros antes da abertura, reflexo do sentimento favorável entre investidores globais. A temporada de resultados corporativos na Europa e expectativa por dados econômicos — como o PIB e a produção industrial do Reino Unido — também contribuíram para o clima otimista nos mercados internacionais.
Nos mercados asiáticos, o desempenho foi misto, com diferentes índices refletindo realidades econômicas próprias em cada região. Alguns fecharam em leve alta, enquanto outros recuaram, evidenciando a volatilidade e a influência de temas como tecnologia e relações comerciais.
Na China continental, as bolsas encerraram com leve alta, impulsionadas pelo otimismo em relação ao avanço da inteligência artificial, após declarações de autoridades chinesas sobre a importância de inovação e adoção de novas tecnologias. Esse cenário beneficiou ações de empresas de IA no mercado local, apesar de grandes empresas de tecnologia listadas em Hong Kong registrarem quedas, o que pesou nos mercados offshore.
No Brasil, o principal índice de ações, o Ibovespa, seguiu o ritmo global e registrou expressiva valorização, mantendo-se em patamares elevados acima de 182 mil pontos em pregões recentes. Essa performance positiva tem sido impulsionada por fluxo de capital estrangeiro, recuperação de setores sensíveis ao desempenho econômico e elevada participação de empresas ligadas a commodities.
O avanço do índice contribui para um ambiente mais favorável ao agronegócio brasileiro, setor intensivo em exportações e sensível a mudanças nos preços de commodites globais. Com a valorização das bolsas e a estabilidade nos dados macroeconômicos, empresas agrícolas e ligadas às cadeias produtivas podem ganhar maior acesso a capital, facilitando investimentos em tecnologia, expansão produtiva e financiamento.
O recuo do dólar frente ao real tem sido outro fator que favorece a Bolsa brasileira, reduzindo os custos de importação de insumos e aumentando a atratividade de ativos locais para investidores estrangeiros. A combinação de dólar em leve queda e juros mais estáveis cria um cenário positivo para ativos de renda variável, inclusive papéis do setor agro.
Analistas apontam que, mesmo com otimismo nos mercados, a trajetória futura dos ativos depende de dados adicionais sobre inflação, crescimento econômico e decisões de política monetária nas principais economias — especialmente nos Estados Unidos e na União Europeia. No Brasil, o desempenho do agronegócio seguirá atrelado à evolução de indicadores macroeconômicos, câmbio e preços das commodities, bem como à dinâmica dos fluxos de investimentos internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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