Mercado Financeiro

Mercado Financeiro ajusta expectativa de Inflação para 2024

Projeção passa de 4,02% para 4%, mas permanece acima da meta estabelecida pelo Banco Central


Publicado em: 15/07/2024 às 11:35hs

Mercado Financeiro ajusta expectativa de Inflação para 2024

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do Brasil, foi reduzida de 4,02% para 4% para o ano de 2024. Essa informação foi divulgada no Boletim Focus nesta segunda-feira (15/07), um relatório semanal elaborado pelo Banco Central (BC) que reúne as expectativas das instituições financeiras em relação aos principais indicadores econômicos.

Expectativas para os Próximos Anos

Para 2025, a projeção da inflação subiu de 3,88% para 3,9%. Já para 2026 e 2027, as expectativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Situação em Relação à Meta

A previsão para 2024 está acima da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas ainda dentro da margem de tolerância. A meta para este ano é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, estabelecendo limites entre 1,5% e 4,5%.

Sistema de Meta Contínua

A partir de 2025, será adotado o sistema de meta contínua, dispensando a necessidade de definir uma meta de inflação anualmente. Em junho deste ano, o CMN fixou o centro da nova meta em 3%, com a mesma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Inflação em Junho

Em junho, a inflação foi de 0,21%, influenciada principalmente pelos preços dos alimentos e bebidas, após uma taxa de 0,46% em maio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou alta de 4,23% nos últimos 12 meses.

Taxa Selic e Controle da Inflação

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A recente alta do dólar e as incertezas econômicas levaram o BC a interromper o ciclo de cortes na taxa, que vinha sendo realizado há quase um ano. Na última reunião, em junho, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a Selic após sete reduções consecutivas.

Histórico da Selic

Entre março de 2021 e agosto de 2022, a Selic foi elevada em 12 ocasiões consecutivas, em resposta à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. De agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa permaneceu inalterada em 13,75% ao ano durante sete reuniões consecutivas. O BC iniciou cortes na Selic após sinais de controle nos preços.

Projeções para a Selic e a Economia

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic permaneça em 10,5% ao ano até o final de 2024. Em 2025, a previsão é de que a taxa caia para 9,5% ao ano, e para 2026 e 2027, a expectativa é de uma redução para 9% ao ano em ambos os anos.

Impacto das Taxas de Juros

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter uma demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito e estimular a poupança. No entanto, os bancos também consideram outros fatores, como o risco de inadimplência e despesas administrativas, ao definir as taxas cobradas dos consumidores. Isso pode dificultar a expansão da economia.

Por outro lado, a redução da Selic tende a tornar o crédito mais acessível, incentivando a produção e o consumo, o que pode levar a um aumento na atividade econômica.

Projeções para o PIB e Câmbio

As instituições financeiras elevaram suas expectativas de crescimento da economia brasileira para 2024, passando de 2,1% para 2,11%. Para 2025, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,97%, com estimativas de expansão de 2% para 2026 e 2027. Em 2023, a economia brasileira superou as projeções, registrando um crescimento de 2,9%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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