Publicado em: 26/06/2024 às 10:40hs
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,39% em junho em comparação a maio, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado representa uma queda de 0,05 ponto percentual em relação ao aumento de 0,44% observado no período anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, até junho, a alta foi de 4,06%, um pouco acima dos 3,70% registrados no mês anterior.
Os resultados ficaram levemente abaixo das expectativas de +0,42% para o mês e 4,10% para os 12 meses, conforme as projeções do Termômetro CMA.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em junho. O grupo Alimentação e Bebidas teve a maior variação (0,98%) e o maior impacto no índice mensal (0,21 p.p.). Em seguida, destacaram-se os grupos Habitação (0,63% e 0,10 p.p.) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,57% e 0,08 p.p.). As demais variações ficaram entre -0,23% em Transportes e 0,30% em Vestuário.
No grupo Alimentação e Bebidas (0,98%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,22% em maio para 1,13% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (24,18%), do leite longa vida (8,84%), do arroz (4,20%) e do tomate (6,32%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-4,69%), a cebola (-2,52%) e as frutas (-2,28%).
A alimentação fora do domicílio (0,59%) também acelerou em relação a maio (0,37%), devido às altas no preço do lanche (de 0,47% em maio para 0,80% em junho) e da refeição (de 0,34% em maio para 0,51% em junho).
No grupo Habitação (0,63%), a alta na taxa de água e esgoto (2,29%) foi impulsionada pelos reajustes de 6,94% em São Paulo, de 9,85% em Brasília e de 2,95% em Curitiba. Em energia elétrica residencial (0,79%), houve reajustes tarifários em Salvador (0,52%), Recife (-0,64%), Fortaleza (1,14%) e Belo Horizonte (4,11%).
Ainda em Habitação, o subitem gás encanado registrou queda de -0,10%, com destaque para a redução de 0,33% no Rio de Janeiro, decorrente de uma diminuição média de 1,75% nos preços a partir de 1º de junho, após um reajuste de 0,97% em maio.
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,57%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,37%), resultante do reajuste de até 6,91% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em junho, com vigência a partir de maio de 2024.
No grupo Transportes (-0,23% e -0,05 p.p.), houve queda nas passagens aéreas (-9,87% e -0,07 p.p.). Em relação aos combustíveis (-0,22%), todos registraram quedas: etanol (-0,80%), gás veicular (-0,46%), óleo diesel (-0,42%) e gasolina (-0,13%). O subitem táxi apresentou alta de 0,18%, devido ao reajuste de 17,64% em Recife.
Quanto aos índices regionais, todas as onze áreas pesquisadas apresentaram alta em junho. A maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,68%), influenciada pelas altas na batata-inglesa (24,31%), leite longa vida (10,68%), energia elétrica residencial (4,11%) e gasolina (1,77%). O menor resultado ocorreu em Belém (0,16%), devido à queda nos preços das passagens aéreas (-9,40%) e das carnes (-2,39%).
Fonte: Portal do Agronegócio
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