Publicado em: 29/11/2023 às 11:05hs
Com esse desempenho, o índice acumula uma taxa de -3,89% no ano e de -3,46% nos últimos 12 meses. Em novembro de 2022, o índice havia registrado uma queda de 0,56% e acumulava uma alta de 5,90% nos 12 meses anteriores.
Segundo André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, no mês de novembro, observou-se um aumento substancial nos preços de commodities componentes do índice ao produtor. Destacam-se os significativos aumentos no preço do farelo de soja, de 0,51% para 5,41%, e no café em grão, que apresentou uma variação de -1,60% para 6,36%. Além disso, a inflação ao consumidor avançou sob influência de fatores climáticos que impactaram negativamente a oferta de alimentos in natura. Entre os destaques, observa-se a variação expressiva na cebola, de -5,20% para 38,53%, e na batata-inglesa, que evoluiu de -5,40% para 20,94%. No âmbito da construção civil, o índice que monitora a evolução dos preços apresentou desaceleração devido à queda de 0,12% nos preços de materiais, equipamentos e serviços.
O IPA registrou um aumento de 0,71% em novembro, superando a alta de 0,60% ocorrida em outubro. Nos estágios de processamento, a taxa do grupo de Bens Finais apresentou uma queda de 0,14% em novembro, em contraste com a alta de 0,06% no mês anterior. O subgrupo de combustíveis para o consumo foi o principal fator que contribuiu para esse resultado, com a taxa passando de 0,05% para -3,32%. O índice referente a Bens Finais (ex) variou 0,29% em novembro, ante 0,28% no mês anterior.
A taxa do grupo Bens Intermediários apresentou um avanço de 1,23% em novembro, marcando uma aceleração em comparação à variação de 0,69% registrada no mês anterior. O subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção foi o principal fator que influenciou esse movimento, com a taxa passando de 2,32% para 3,90%. O índice de Bens Intermediários (ex) subiu 0,71% em novembro, após alta de 0,38% observada em outubro.
O estágio das Matérias-Primas Brutas registrou um aumento de 0,97% em novembro, inferior à alta de 1,06% observada em outubro. Itens como minério de ferro, bovinos e cana-de-açúcar foram os principais contribuintes para a redução na taxa desse grupo. Em contrapartida, soja em grão, mandioca/aipim e café em grão apresentaram um movimento oposto.
O IPC subiu 0,42% em novembro, após variar 0,27% em outubro. Quatro das oito classes de despesa apresentaram aumento em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação, cuja taxa de variação passou de -0,39% para 0,58%. Nesta classe de despesa, destaca-se o comportamento do item hortaliças e legumes, cujo preço subiu 7,58%, ante -2,46% na edição anterior.
Despesas Diversas (0,06% para 1,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,21% para 0,29%) e Habitação (0,19% para 0,20%) também apresentaram aumento em suas taxas de variação. Serviços bancários, salão de beleza e tarifa de eletricidade residencial foram alguns dos itens que contribuíram para esse movimento.
Por outro lado, os grupos Educação, Leitura e Recreação, Transportes, Vestuário e Comunicação apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Itens como passagem aérea, gasolina, roupas masculinas e combo de telefonia, internet e TV por assinatura foram destacados dentro dessas classes de despesa. As informações são da Fundação Getúlio Vargas.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias