Publicado em: 30/07/2024 às 10:40hs
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou um aumento de 0,61% em julho, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Este resultado indica uma desaceleração em comparação com o mês anterior, quando o índice registrou uma alta de 0,81%. No acumulado do ano, o índice subiu 1,71%, e nos últimos 12 meses, alcançou 3,82%. Em julho de 2023, o IGP-M havia apresentado uma deflação de 0,72%, acumulando uma queda de 7,72% em 12 meses.
De acordo com o Termômetro CMA, a expectativa do mercado era de uma alta de 0,48% para julho, com projeções de 3,68% para os últimos 12 meses. “Os três índices que compõem o IGP-M apresentaram uma desaceleração de junho para julho. No índice ao produtor e ao consumidor, apesar da influência da desvalorização cambial e dos reajustes de preços administrados, como gasolina e energia, houve uma menor variação nos preços. Destaca-se a queda expressiva nos preços dos alimentos in natura, tanto no índice ao produtor quanto ao consumidor. No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a alta da mão de obra foi menor, contribuindo para a desaceleração da inflação nesse segmento", detalhou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.
Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,68%, abaixo da alta de 0,89% observada em junho. Dentro dos estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,02%, contrastando com a alta de 1,08% do mês anterior, impulsionado pelo decréscimo no subgrupo de alimentos in natura, cuja taxa passou de 3,00% para -4,43%. O índice de Bens Finais (ex), excluindo alimentos in natura e combustíveis para consumo, desacelerou de 0,94% em junho para 0,25% em julho.
O grupo de Bens Intermediários registrou uma alta de 0,91% em julho, intensificando-se em relação ao 0,42% de junho. Esse movimento foi influenciado principalmente pelo subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de -1,30% para 0,44%. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui esse subgrupo, subiu de 0,74% em junho para 0,99% em julho.
O estágio das Matérias-Primas Brutas teve uma alta de 1,14%, uma leve desaceleração em comparação aos 1,25% de junho. Itens como minério de ferro, bovinos e laranja contribuíram para esse aumento, enquanto soja, milho e arroz em casca registraram variações negativas ou desaceleração em suas taxas.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou uma variação de 0,30% em julho, abaixo dos 0,46% de junho. Das oito classes de despesa que compõem o índice, cinco desaceleraram, com destaque para Alimentação, cuja variação passou de 0,96% para -0,84%, influenciada pelo subitem hortaliças e legumes, que caiu de 5,36% para -8,78%. Outros grupos, como Saúde e Cuidados Pessoais, Vestuário, Comunicação e Habitação, também apresentaram desacelerações.
Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Despesas Diversas mostraram avanço em suas taxas de variação, impulsionados por itens como passagem aérea, gasolina e serviços bancários.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,69% em julho, abaixo dos 0,93% de junho. Entre seus componentes, Materiais e Equipamentos subiu de 0,48% para 0,58%, Serviços de 0,29% para 0,65%, enquanto Mão de Obra desacelerou de 1,61% para 0,85%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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