Mercado Financeiro

IGP-M de Maio Registra Alta de 0,89%, Superando Expectativas do Mercado

Aceleração nos Preços é Impulsionada por Matérias-Primas e Bens Intermediários


Publicado em: 29/05/2024 às 10:45hs

IGP-M de Maio Registra Alta de 0,89%, Superando Expectativas do Mercado

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou uma variação de 0,89% em maio, demonstrando uma aceleração significativa em relação ao mês anterior, quando a taxa foi de 0,31%. Com este resultado, o índice acumula uma alta de 0,28% no ano, embora registre uma queda de 0,34% nos últimos 12 meses. Em maio de 2023, o índice havia registrado uma taxa de -1,84% no mês e uma queda de 4,47% no acumulado de 12 meses.

As expectativas do mercado, segundo o Termômetro CMA, previam um aumento de 0,86% em maio e uma variação anual de -0,40%, ambos abaixo do resultado atual.

"O IPA de maio registrou uma variação de 1,06%, com destaque para a aceleração nos preços de matérias-primas brutas e bens intermediários. Entre as maiores influências positivas do IPA estão o minério de ferro, que passou de -4,78% para 8,18%, e o farelo de soja, que subiu de -2,32% para 9,58%. No IPC, a gasolina aumentou de 0,30% para 1,70%, enquanto a passagem aérea passou de -8,94% para 0,47%. Esses movimentos contribuíram para a aceleração da taxa interanual do IGP-M", detalhou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Em maio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,06%, uma notável aceleração em relação a abril, quando a alta foi de 0,29%. Analisando os diferentes estágios de processamento, observa-se que o grupo de Bens Finais variou 0,06% em maio, superior à taxa de -0,13% registrada no mês anterior. Este acréscimo foi impulsionado pelo subgrupo de alimentos processados, cuja taxa passou de -0,39% para 1,07%. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, variou de 0,05% em abril para 0,50% em maio.

A taxa do grupo Bens Intermediários subiu 1,03% em maio, intensificando a alta observada em abril, que foi de 0,72%. O principal fator para esse movimento foi o subgrupo de materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,85% para 1,44%. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo combustíveis e lubrificantes para produção) registrou alta de 1,01% em maio, após variar 0,63% em abril.

O estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou uma alta expressiva de 2,15% em maio, comparado a 0,24% em abril. A aceleração deste grupo foi influenciada por itens chave como minério de ferro (de -4,78% para 8,18%), bovinos (de -1,37% para 0,43%) e arroz em casca (de -2,71% para 2,74%). Em contraste, itens como cacau (de 63,63% para -11,60%), laranja (de 2,81% para -12,20%) e cana-de-açúcar (de -1,09% para -2,33%) tiveram queda.

Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou uma variação de 0,44%, avançando em relação à taxa de 0,32% observada em abril. Das oito classes de despesa que compõem o índice, cinco exibiram aceleração. O maior impacto veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de -1,37% para 0,13%, destacando-se o subitem passagem aérea, de -8,94% para 0,47%.

Outros grupos que apresentaram avanço foram Transportes (0,24% para 0,66%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 0,78%), Comunicação (0,16% para 0,58%) e Despesas Diversas (0,18% para 0,20%). Dentro destas categorias, itens como gasolina (0,30% para 1,70%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,89% para 0,78%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,64% para 0,64%) e alimentos para animais domésticos (-0,67% para 0,42%) tiveram destaque.

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,83% para 0,51%), Habitação (0,54% para 0,29%) e Vestuário (0,05% para -0,58%) apresentaram recuo. As maiores influências negativas vieram de frutas (3,35% para -1,73%), tarifa de eletricidade residencial (0,92% para 0,11%) e roupas (0,11% para -0,73%).

Em maio, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou uma alta de 0,59%, superior à taxa de 0,41% observada em abril. Os três grupos constituintes do INCC mostraram as seguintes variações: Materiais e Equipamentos avançou de 0,17% para 0,25%; Serviços aumentou de 0,29% para 0,50%; e Mão de Obra subiu de 0,74% para 1,05%.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --