Mercado Financeiro

IGP-DI sobe 0,72% em abril, superando o declínio anterior

Índice apresenta recuperação após queda em março


Publicado em: 08/05/2024 às 10:40hs

IGP-DI sobe 0,72% em abril, superando o declínio anterior

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma alta de 0,72% em abril, conforme divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em março, o índice havia apresentado uma queda de 0,30%. Com esse resultado, o IGP-DI acumula uma redução de 0,26% no ano e uma queda de 2,32% nos últimos 12 meses. No mesmo período do ano passado, o índice havia caído 1,01%, acumulando uma retração de 2,57% em 12 meses.

Fatores Determinantes do Aumento

De acordo com André Braz, Coordenador dos Índices de Preços na FGV, a alta do IGP-DI em abril foi impulsionada por commodities como soja, café e minério de ferro, sendo a soja o fator mais significativo para o aumento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 0,84% em abril após uma queda de 0,50% em março. Além disso, no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), os destaques foram gasolina e alimentos in natura, como mamão e tomate. No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a principal contribuição para a alta veio do aumento nos custos de mão de obra, que subiu 0,81% em abril e acumulou 7,15% de aumento em 12 meses.

Mudanças nos Grupos de Preços

Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais teve variação de -0,23% em março para -0,04% em abril, sendo o subgrupo alimentos processados o principal responsável por essa mudança, passando de -0,85% para 0,62%. O estágio de Matérias-Primas Brutas teve um crescimento expressivo, subindo 2,06% em abril após uma queda de 2,15% em março. Nesse segmento, itens como minério de ferro, soja em grão e café em grão tiveram aumentos significativos, enquanto laranja, cana-de-açúcar e algodão em caroço registraram quedas.

No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), houve um aumento de 0,42% em abril, ante 0,10% em março. Seis das oito classes de despesa do índice tiveram aumento nas taxas de variação, com destaque para Educação, Leitura e Recreação; Saúde e Cuidados Pessoais; Alimentação; Transportes; Comunicação; e Vestuário. No entanto, os grupos Habitação e Despesas Diversas tiveram redução em suas taxas de variação.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou um crescimento de 0,52% em abril, após um aumento de 0,28% em março. Os grupos componentes do INCC também registraram variações positivas, com Materiais e Equipamentos, Serviços e Mão de Obra mostrando aumento de custo em abril.

Núcleo do IPC e Índice de Difusão

O núcleo do IPC registrou uma taxa de 0,26% em abril, um pouco abaixo do 0,27% em março. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 56,45%, levemente abaixo do 56,77% registrado no mês anterior. Esses indicadores sugerem que a pressão inflacionária permanece sob controle, apesar dos aumentos recentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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