Publicado em: 15/04/2026 às 11:05hs
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) avançou 2,94% em abril, revertendo a retração de 0,24% registrada em março, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE.
Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,57% no ano e de 0,56% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o índice havia recuado 0,22% no mês e registrava avanço acumulado de 8,71% em 12 meses.
A principal pressão sobre o índice veio do avanço de 3,81% no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), influenciado diretamente pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, os impactos vão além dos combustíveis e atingem insumos estratégicos para diversos setores da economia.
Entre os destaques, o ácido sulfúrico registrou alta de 29%, enquanto os adubos e fertilizantes avançaram 6,8%, refletindo o encarecimento global de matérias-primas e logística.
Fatores sazonais contribuíram para a elevação dos preços no setor agropecuário. O tomate foi um dos principais destaques, com alta próxima de 20%, tanto no IPA quanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
Esse movimento reforça a pressão inflacionária sobre alimentos in natura, impactando diretamente o custo ao consumidor.
No varejo, os preços ao consumidor acompanharam a tendência de alta observada no atacado, com destaque para a gasolina, que figurou como uma das principais influências no resultado do mês.
Segundo o FGV IBRE, o repasse dos custos energéticos continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária no país.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também refletiu os efeitos do aumento dos combustíveis e derivados de petróleo, impactando itens com forte dependência de transporte.
Entre os produtos afetados estão cimento, massa de concreto e blocos de concreto, que registraram elevação de custos ao longo do período.
A leitura mais recente do IGP-10 evidencia um cenário de pressão inflacionária disseminada, combinando fatores externos — como a instabilidade no Oriente Médio — e internos, como a sazonalidade no setor agropecuário.
O resultado reforça o papel dos custos de produção e da cadeia logística na formação de preços, com efeitos diretos sobre o agronegócio, a indústria e o consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
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