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Mercado Financeiro

Ibovespa retoma 205 mil pontos enquanto petróleo pressiona mercados globais

Petrobras ajuda a sustentar a bolsa brasileira, enquanto Ásia, Europa e Wall Street recuam; dólar fica perto de R$ 5,02 e investidores aguardam pesquisa eleitoral


Publicado em: 08/10/2026 às 10:57hs

Ibovespa retoma 205 mil pontos enquanto petróleo pressiona mercados globais

O Ibovespa recuperou o patamar de 205 mil pontos nos primeiros negócios desta quinta-feira (8 de outubro), contrariando o movimento de queda das principais bolsas internacionais. A alta do petróleo favoreceu as ações da Petrobras no Brasil, mas ampliou no exterior as preocupações com inflação e juros.

Às 10h17, no horário de Brasília, o Ibovespa subia 0,42%, aos 205.167,57 pontos. O índice havia iniciado o pregão próximo da estabilidade e ganhou força durante a abertura. Às 10h32, os principais índices de Wall Street operavam em baixa.

Petrobras sustenta recuperação do Ibovespa

A bolsa brasileira buscava recuperação após duas sessões consecutivas de queda. Na quarta-feira, o Ibovespa encerrou aos 204.302,33 pontos, com recuo de 0,74%, em um ambiente de ajuste depois da forte valorização registrada após o primeiro turno das eleições.

Na abertura desta quinta-feira, as ações ordinárias da Petrobras avançavam 2,45%, enquanto as preferenciais subiam 2,11%, na atualização das 10h10. A Vale, por outro lado, começou com queda de 1,08%.

Entre as empresas de proteínas animais, o desempenho inicial foi misto: Minerva recuava 1,09%, enquanto MBRF apresentava leve alta de 0,05%, às 10h08.

Dólar sobe e petróleo chega à faixa de US$ 105

O dólar também começou a sessão em alta. Por volta das 9h35, a moeda americana avançava 0,11%, a R$ 5,019. No mesmo horário, o petróleo Brent subia 4,85%, negociado a US$ 105,04 por barril.

O movimento refletia a preocupação com uma possível intensificação do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o abastecimento de energia. No Brasil, os contratos de juros futuros com vencimento em 2029 e 2030 também apresentavam elevação naquela atualização.

Bolsas asiáticas fecham em queda após retorno da China

A sessão terminou com perdas generalizadas na Ásia. Na China continental, a retomada das negociações após o feriado de uma semana ocorreu em meio a tensões geopolíticas, rendimentos internacionais mais elevados e cautela antes da temporada de balanços.

O índice de Xangai caiu 0,79%, aos 3.811 pontos. O CSI 300, que reúne grandes companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,09%, aos 4.310 pontos, atingindo seu menor nível desde agosto de 2025.

As perdas foram especialmente fortes nas ações chinesas de tecnologia. O STAR 50 caiu quase 5%, enquanto os segmentos de semicondutores, biotecnologia e robótica registraram baixas de pelo menos 4%. Energia, bancos e empresas imobiliárias avançaram, indicando uma mudança na preferência dos investidores entre os setores.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,43%, aos 23.785 pontos. No Japão, o Nikkei caiu 1,42%, aos 69.042 pontos, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 2,62%, aos 6.625 pontos.

Também fecharam no vermelho Taiwan, com queda de 0,99%; Cingapura, com baixa de 3,49%; e Austrália, onde o S&P/ASX 200 cedeu 0,77%.

Europa e Wall Street acompanham cautela internacional

Na Europa, o Stoxx 600 recuava 1,07% na atualização das 8h05. Alemanha, Reino Unido, França e Itália também apresentavam perdas, em um cenário de pressão dos custos de energia e dos juros.

Nos Estados Unidos, às 10h32, o Dow Jones caía 0,21%, o S&P 500 perdia 0,30% e o Nasdaq recuava 0,46%.

A preocupação dos investidores é que a persistência do petróleo em níveis elevados dificulte o controle da inflação e prolongue as condições restritivas de financiamento.

Pesquisa eleitoral divide atenção com cenário externo

No Brasil, os investidores aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O noticiário político continua influenciando as expectativas para os ativos domésticos após a forte reação ao resultado do primeiro turno.

Para o agronegócio, petróleo e câmbio permanecem relevantes para o planejamento de custos e receitas. A energia mais cara pode pressionar transporte e operações agrícolas, enquanto a oscilação do dólar interfere nos insumos importados e na conversão das receitas de exportação para reais. Esses efeitos dependem das condições comerciais e do momento de contratação das compras e vendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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