Ibovespa futuro dispara mais de 8% após eleições; bolsas asiáticas sobem e Europa opera mista
Resultado do primeiro turno impulsiona ativos brasileiros, enquanto mercados internacionais acompanham juros nos EUA, tecnologia e riscos fiscais na Europa
Publicado em: 05/10/2026 às 10:57hs
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta segunda-feira (5) com forte valorização dos contratos futuros do Ibovespa, em reação ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. No exterior, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, enquanto os mercados europeus apresentavam desempenho misto e os futuros de Nova York recuavam.
As cotações intradiárias abaixo correspondem aos horários disponíveis nas fontes consultadas. A atualização mais recente dessas fontes foi publicada às 9h46, no horário de Brasília.
Ibovespa futuro sobe acima de 8% com reação ao primeiro turno
Às 9h10, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro avançava 8,36%, aos 209.150 pontos. O movimento refletia a reação dos investidores à liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Os candidatos disputarão a Presidência em 25 de outubro. Finance News
A valorização dos ativos brasileiros também apareceu no exterior. Na pré-abertura de Nova York, às 9h02 de Brasília, os recibos de ações — conhecidos como ADRs — da Petrobras subiam 8,59%, os da Vale avançavam 6,58% e os do Itaú ganhavam aproximadamente 13%. Finance News
O desempenho do Ibovespa futuro representa a negociação de um derivativo e não equivale à variação do índice à vista. Não foi possível confirmar, nas fontes consultadas, uma cotação do Ibovespa à vista posterior à abertura das ações, às 10h.
No câmbio, o dólar registrava queda de 4,57%, a R$ 4,9815, perto das 9h06. Os juros futuros também recuavam na abertura, acompanhando o reposicionamento dos investidores após a eleição. investalk.bb.com.br
Bolsas asiáticas avançam com semicondutores e expectativa sobre o Fed
Na Ásia, ações de tecnologia ajudaram a sustentar os ganhos. Dados recentes de emprego e inflação dos Estados Unidos, abaixo das expectativas, também reduziram as apostas em uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
O Nikkei, de Tóquio, fechou com alta de 2,40%, aos 69.946,86 pontos, impulsionado por empresas ligadas a chips. Em Taiwan, o Taiex avançou 2,55%, aos 49.712,04 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,28%, aos 24.040,34 pontos. UOL Economia
Em Hong Kong, conforme o levantamento apresentado no material original, o interesse por empresas da cadeia de inteligência artificial compensou a pressão sobre o setor imobiliário. Lenovo e Hua Hong Grace Semiconductor avançaram mais de 4% cada, enquanto a fabricante de placas de circuito impresso Kingboard Laminates subiu 12%.
Os mercados da China continental e da Coreia do Sul permaneceram fechados por feriados. Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou com alta de 0,05%, aos 8.686,40 pontos. UOL Economia
Europa apresenta desempenho misto; futuros americanos recuam
As bolsas europeias negociavam sem direção única. Perto das 9h de Brasília, Londres subia 0,57%, Frankfurt avançava 0,32% e Paris recuava 0,48%.
O mercado francês era pressionado por preocupações fiscais e pela queda das ações da Schneider Electric após o anúncio da aquisição da empresa americana PTC por US$ 22,6 bilhões. investalk.bb.com.br
Nos Estados Unidos, a referência disponível ainda era o mercado futuro. Às 9h03 de Brasília, o Dow Jones futuro caía 0,01%, o S&P 500 futuro perdia 0,04% e o Nasdaq futuro recuava 0,16%. Essas oscilações antecediam a abertura regular de Wall Street. Finance News
Inflação e atividade econômica dividem atenção com eleições
Além dos desdobramentos políticos, investidores acompanham indicadores de serviços no Brasil e nos Estados Unidos. A agenda da semana inclui as atas das reuniões do Federal Reserve e do Banco Central Europeu.
No Brasil, o principal indicador previsto é o IPCA de setembro, com divulgação na sexta-feira (9). Petróleo, câmbio e expectativas para os juros seguem entre os fatores que podem alterar o comportamento das bolsas ao longo dos próximos pregões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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