Publicado em: 11/05/2026 às 11:05hs
Os mercados financeiros globais iniciaram a semana em clima de cautela e volatilidade, refletindo uma combinação de fatores econômicos, geopolíticos e corporativos. Enquanto o Ibovespa opera em queda superior a 1% nesta segunda-feira (11), pressionado principalmente por ações da Petrobras e do setor bancário, as bolsas asiáticas avançaram impulsionadas pelo forte desempenho das empresas de tecnologia e inteligência artificial na China.
No cenário internacional, os investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos, à força do mercado de trabalho americano, ao comportamento do petróleo e aos desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A bolsa brasileira iniciou o pregão desta segunda-feira em baixa, refletindo o movimento de realização de lucros e o ambiente externo mais cauteloso.
O Ibovespa recua mais de 1% nas primeiras negociações, com destaque negativo para as ações da Petrobras (PETR4), afetadas pela volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O setor financeiro também pesa sobre o índice, especialmente os papéis do Bradesco (BBDC4), após sinalizações mais conservadoras relacionadas ao crédito e ao ambiente macroeconômico.
O mercado doméstico também monitora o fluxo de capital estrangeiro e a temporada de balanços corporativos, fatores que seguem determinando o humor dos investidores.
Analistas avaliam que a bolsa brasileira passa por um movimento de acomodação após recentes tentativas de recuperação, em meio ao cenário internacional ainda instável.
Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram a última sessão em território positivo, sustentadas por indicadores mais fortes do mercado de trabalho americano.
O índice Dow Jones teve leve alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 avançou 0,83%. O destaque ficou com o Nasdaq Composite, referência para empresas de tecnologia, que subiu 1,71%, impulsionado principalmente pelas gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Os dados econômicos reforçaram a percepção de resiliência da economia americana, embora também tenham aumentado as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros elevados por mais tempo.
Na Europa, o movimento foi oposto ao observado em Wall Street. As principais bolsas do continente encerraram o pregão em queda, pressionadas pela perspectiva de juros altos nos Estados Unidos e pelas preocupações envolvendo os conflitos no Oriente Médio.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,7%, aos 612 pontos.
Entre os principais mercados da região:
O ambiente de aversão ao risco afetou especialmente setores mais sensíveis ao cenário macroeconômico e ao custo do crédito.
Na Ásia, os mercados registraram forte desempenho positivo, liderados pelas bolsas chinesas, que atingiram máximas históricas impulsionadas pelo setor de tecnologia.
O índice de Xangai avançou 1,08%, alcançando o maior nível desde junho de 2015. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,64%, atingindo a máxima em mais de quatro anos.
O movimento foi sustentado principalmente pelo forte rali das empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
O índice de semicondutores do CSI disparou 6,3%, renovando recordes históricos. Já o índice de inteligência artificial do CSI avançou 3,2%, enquanto o setor de tecnologia da informação teve alta de 4,4%.
Além do entusiasmo com IA, os investidores também reagiram positivamente à recuperação das exportações chinesas em abril. A demanda por componentes tecnológicos aumentou diante da corrida global por infraestrutura de inteligência artificial e da antecipação de compras em meio às tensões envolvendo o Irã.
Confira o fechamento dos principais mercados da Ásia nesta segunda-feira:
O comportamento das commodities, especialmente do petróleo, segue no radar dos investidores globais e influencia diretamente mercados emergentes como o Brasil.
Além disso, o mercado acompanha de perto:
A expectativa é de manutenção da volatilidade ao longo da semana, principalmente diante da agenda econômica internacional e da divulgação de novos resultados corporativos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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