Publicado em: 26/05/2026 às 10:55hs
O mercado financeiro global iniciou a terça-feira em clima misto, com investidores atentos ao comportamento das commodities, às expectativas sobre juros internacionais e aos sinais de desaceleração econômica em diferentes regiões do mundo. No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão em queda, pressionado principalmente pelas ações ligadas ao petróleo e ao setor de commodities.
Por volta da abertura do mercado brasileiro, o principal índice da B3 recuava cerca de 0,60%, operando na faixa dos 176,6 mil pontos. O movimento negativo foi influenciado pela desvalorização dos papéis da Petrobras e pela cautela dos investidores diante do cenário externo.
As ações preferenciais da estatal petrolífera iniciaram o dia em baixa, acompanhando o recuo das cotações internacionais do petróleo. Já os papéis da Vale apresentavam leve recuperação após sessões anteriores marcadas por ajustes no mercado de minério de ferro.
Entre os destaques positivos do início do pregão estavam os papéis da B3, que avançavam com a expectativa de maior fluxo de negociações, além do Itaú Unibanco, que operava em alta moderada.
Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street sinalizavam um pregão positivo após o retorno do feriado americano.
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,53%, enquanto os futuros do S&P 500 avançavam 0,67%. O Nasdaq, mais sensível às empresas de tecnologia, liderava os ganhos com alta de 1,09%.
O movimento reflete uma retomada do apetite por risco em meio à expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo do segundo semestre e ao avanço das ações de tecnologia e inteligência artificial.
Dados recentes do mercado americano mostram que os investidores seguem atentos aos indicadores de inflação, emprego e atividade econômica, fatores que continuam determinando o comportamento dos ativos globais.
Na Europa, o cenário era mais conservador. O índice pan-europeu STOXX 600 recuava 0,2%, refletindo preocupações relacionadas ao crescimento econômico da região e à trajetória dos juros no continente.
Na Alemanha, o DAX caía 0,7%, aos 25.214 pontos. Na França, o CAC 40 perdia 0,9%, aos 8.187 pontos.
O destaque positivo ficou com o FTSE 100, do Reino Unido, que avançava 0,7%, sustentado por ações ligadas ao setor financeiro e de energia.
O ambiente europeu segue marcado por incertezas fiscais, desaceleração industrial e volatilidade nos preços da energia, fatores que vêm limitando o desempenho das bolsas da região.
Os mercados asiáticos encerraram o pregão sem uma tendência única.
Na China, o índice de Xangai recuou 0,17%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,53%.
Em Hong Kong, o Hang Seng fechou praticamente estável, com leve baixa de 0,03%. Já no Japão, o Nikkei encerrou o dia em queda de 0,25%.
Os investidores asiáticos seguem monitorando os estímulos econômicos chineses, além do comportamento do consumo interno e das exportações industriais.
O comportamento das commodities continua sendo um dos principais fatores de influência sobre os mercados globais e, especialmente, sobre a bolsa brasileira.
Nos últimos pregões, oscilações no petróleo e no minério de ferro impactaram diretamente o desempenho de gigantes como Petrobras e Vale, que possuem forte peso na composição do Ibovespa.
Analistas avaliam que o cenário internacional ainda permanece sensível às tensões geopolíticas, ao ritmo da economia chinesa e às decisões dos principais bancos centrais do mundo.
Além disso, investidores acompanham de perto os efeitos da política monetária brasileira, da trajetória do dólar e da movimentação dos juros futuros sobre os ativos domésticos.
No acumulado de 2026, o mercado brasileiro ainda mantém desempenho positivo, embora a volatilidade tenha aumentado nas últimas semanas diante do ambiente global mais desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
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