Ibovespa abre em alta e dólar ronda R$ 5,02; bolsas globais repercutem balanços e China
Bolsa brasileira supera os 209 mil pontos na abertura desta quarta-feira (21), enquanto investidores acompanham eleições, resultados corporativos e a recuperação das ações de tecnologia no exterior
Publicado em: 21/10/2026 às 10:55hs
O Ibovespa abriu em alta nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, acompanhando o viés positivo dos mercados internacionais. No Brasil, a temporada de balanços e as pesquisas eleitorais concentram as atenções, enquanto o dólar oscila próximo da estabilidade.
Na atualização consultada das 10h08, pelo horário de Brasília, o principal índice da B3 avançava 0,39%, aos 209.114 pontos, após a abertura. O dólar comercial era negociado a R$ 5,019 para venda, com variação negativa de 0,01%.
O movimento da bolsa à vista reverte a indicação inicial do mercado futuro, que começou a manhã em queda. No exterior, os resultados das empresas sustentavam o apetite por ações, embora a fragilidade do consumo chinês e os riscos associados ao setor de inteligência artificial mantivessem os investidores seletivos.
Ibovespa ganha força após início negativo do mercado futuro
Antes da abertura das negociações com ações, o Ibovespa futuro chegou a recuar 0,65%, aos 211.630 pontos. A cautela refletia a expectativa por novas informações sobre a disputa presidencial e seus possíveis efeitos sobre a política econômica.
Com o início do mercado à vista, o índice passou a subir e ultrapassou os 209 mil pontos. Os valores do contrato futuro e do Ibovespa à vista correspondem a instrumentos diferentes e, por isso, não devem ser comparados diretamente.
A agenda doméstica segue concentrada nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para domingo, dia 25. Investidores avaliam principalmente as perspectivas para as contas públicas, os juros e o ambiente de investimentos.
Dólar perde força após abertura em alta
O câmbio também apresentou mudança de direção nos primeiros negócios. O dólar à vista iniciou a sessão a R$ 5,0270, com alta de 0,16%, mas rapidamente devolveu o avanço e chegou a R$ 5,0145, em queda de 0,09%.
Na atualização posterior consultada, a moeda estava próxima de R$ 5,02, praticamente estável. O comportamento acompanhava a oscilação do dólar no exterior e a cautela com o cenário eleitoral brasileiro.
Wall Street tem futuros em alta com balanços no radar
Nos Estados Unidos, os contratos futuros apontavam uma abertura positiva, com destaque para as ações de tecnologia. Por volta das 9h10, no horário de Brasília, os indicadores apresentavam:
- Dow Jones futuro: alta de 0,17%;
- S&P 500 futuro: avanço de 0,24%;
- Nasdaq futuro: valorização de 0,64%.
A temporada de resultados orientava os negócios, com investidores avaliando o desempenho das companhias e suas projeções. A reação aos balanços também ajudava a diferenciar empresas dentro do setor de tecnologia, em meio às preocupações com os elevados investimentos em inteligência artificial.
Europa avança, mas risco fiscal francês exige atenção
As bolsas europeias apresentavam viés positivo nesta quarta-feira, apoiadas pela divulgação de resultados corporativos. O movimento acompanhava a melhora do sentimento em parte dos mercados internacionais.
Apesar disso, o mercado de dívida pública permanecia sob observação. O rendimento dos títulos franceses de dez anos atingiu 5%, pela primeira vez desde 2002, refletindo preocupações com a situação fiscal do país.
O episódio mantém os juros soberanos entre os fatores capazes de limitar o apetite por risco, mesmo em uma sessão favorável para as ações.
Bolsas asiáticas fecham divididas; China destoa da recuperação
Na Ásia, o fechamento mostrou diferenças expressivas entre os mercados. Japão, Coreia do Sul e Taiwan avançaram, enquanto as bolsas chinesas e de Hong Kong recuaram.
O CSI300, que reúne grandes companhias de Xangai e Shenzhen, perdeu aproximadamente 1% e atingiu o menor nível em 14 meses. O desempenho foi pressionado pela queda das ações da fabricante de baterias CATL e pelas dúvidas sobre a força da demanda doméstica chinesa.
Os investidores também reduziram as expectativas de um amplo pacote de estímulos no curto prazo, diante da manutenção do crescimento econômico do país.
Confira o fechamento das principais bolsas da Ásia
- Japão — Nikkei: alta de 0,85%, aos 64.621,24 pontos;
- Hong Kong — Hang Seng: queda de 0,90%, aos 23.651 pontos;
- China — Xangai: recuo de 0,60%, aos 3.713 pontos;
- China — CSI300: baixa de 0,97%, aos 4.111 pontos;
- Coreia do Sul — Kospi: avanço de 3,29%, aos 5.735 pontos;
- Taiwan — Taiex: valorização de 1,28%, aos 46.887 pontos;
- Cingapura — Straits Times: alta de 0,63%, aos 5.437 pontos;
- Austrália — S&P/ASX 200: ganho de 0,16%, aos 8.831 pontos.
Na China, as ações da CATL caíram cerca de 10% após a divulgação de uma desaceleração no crescimento do lucro trimestral. A concorrência e o enfraquecimento das vendas domésticas de automóveis pesaram sobre a avaliação dos investidores.
Empresas brasileiras movimentam a agenda corporativa
No Brasil, os balanços e as decisões empresariais dividem espaço com o cenário político. Entre os resultados divulgados, a WEG registrou lucro de aproximadamente R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 0,9% na comparação anual.
A Romi apresentou lucro de R$ 42,7 milhões, com contribuição relevante do reconhecimento de créditos tributários. Os números reforçam a importância de avaliar os componentes dos resultados, além da variação do lucro.
Também permanece no radar a Cosan, após o encerramento, sem acordo, das negociações exclusivas para a venda de sua participação na Rumo.
Petróleo próximo de US$ 110 mantém atenção sobre custos
O petróleo continuava entre os principais pontos de atenção da manhã. Por volta das 9h, o contrato do Brent para dezembro subia 0,40%, a US$ 109,22 por barril, em meio às tensões geopolíticas e aos riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio.
Para o agronegócio, câmbio, petróleo e atividade chinesa são variáveis relevantes para acompanhar receitas de exportação, despesas com transporte e perspectivas de demanda. A combinação desses fatores com as eleições e os balanços corporativos deve orientar as próximas decisões dos investidores.
As cotações correspondem aos horários indicados e podem mudar ao longo do pregão.
Fonte: Portal do Agronegócio
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