Publicado em: 25/11/2024 às 10:55hs
Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconhecem que o governo demorou demais em debates internos sobre a necessidade de cortes de gastos e ajustes no arcabouço fiscal, comprometendo o momento estratégico para implementar o pacote de medidas.
Segundo essas análises, a demora fez com que o Planalto perdesse o "timing" ideal para apresentar as ações, adiando os efeitos positivos esperados na economia. A promessa inicial era lançar as medidas logo após as eleições municipais, o que poderia ter suavizado o impacto econômico.
Entre os reflexos dessa demora, está a recente alta do dólar, que pressionou a inflação e levou o Banco Central a intensificar os aumentos na taxa de juros, sinalizando um ciclo mais prolongado de aperto monetário. No cenário originalmente previsto pelo governo, o futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, assumiria o cargo em janeiro com a possibilidade de cortes na Selic no início do ano. Agora, a expectativa é de manutenção dos juros em patamares elevados.
Lula se reúne nesta segunda-feira (25) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para finalizar o pacote de medidas, que deve ser divulgado nesta terça-feira (26). O principal objetivo é adequar as despesas públicas às regras fiscais, que limitam o aumento real dos gastos a 2,5%.
Economistas consideram as medidas relevantes, mas destacam que o ideal seria um corte em despesas obrigatórias, e não apenas a desaceleração do ritmo de crescimento, como se espera no anúncio de amanhã.
Fonte: Portal do Agronegócio
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