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Mercado Financeiro

Focus: inflação prevista para 2026 sobe a 5,01% e projeção do PIB recua para 1,85%

Mercado eleva estimativa do IPCA pela terceira semana consecutiva, mantém Selic em 13,50% ao fim do ano e projeta dólar a R$ 5,20


Publicado em: 05/10/2026 às 11:05hs

Focus: inflação prevista para 2026 sobe a 5,01% e projeção do PIB recua para 1,85%

A previsão do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 voltou a superar 5%. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (5), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,99% para 5,01%, na terceira alta semanal consecutiva. Ao mesmo tempo, os analistas reduziram a expectativa de crescimento da economia neste ano. Agência Brasil

Para 2027, a projeção de inflação apresentou leve recuo, de 4,31% para 4,30%. A estimativa para 2028 permaneceu em 3,80%.

O levantamento reúne expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. As projeções refletem a percepção dos participantes da pesquisa e não representam previsões oficiais do Banco Central.

Inflação de 2026 permanece acima do teto da meta

A estimativa de IPCA em 5,01% mantém a inflação esperada para este ano acima do limite superior do intervalo de tolerância. O centro da meta é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um teto de 4,5%.

A revisão indica que as expectativas para os preços continuam pressionadas, apesar da perspectiva de desaceleração da inflação nos próximos anos.

Entre os preços administrados, definidos por contratos ou pelo poder público, a projeção para 2026 caiu de 4,63% para 4,61%. Para 2027, houve movimento contrário, com aumento de 3,82% para 3,84%.

Já a previsão para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou de 4,76% para 5,27% neste ano. A estimativa para 2027 permaneceu em 4,11%.

Mercado reduz projeções de crescimento do PIB

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,86% para 1,85%. Para 2027, a projeção também recuou 0,01 ponto percentual, de 1,41% para 1,40%.

As estimativas apontam para uma expansão mais moderada da atividade econômica no próximo ano. No Relatório de Política Monetária divulgado em setembro, o Banco Central estimou crescimento de 1,8% para a economia brasileira em 2026.

Selic prevista em 13,50% ao fim de 2026

Os participantes do Focus mantiveram a previsão de Selic em 13,50% ao ano no encerramento de 2026 e em 12% ao fim de 2027.

A taxa básica de juros está atualmente em 13,75% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em setembro. Assim, a projeção para dezembro corresponde a uma redução adicional de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. bcb.gov.br

Há quatro semanas, o mercado projetava Selic de 13,75% para o encerramento de 2026. A estimativa atual indica expectativa de continuidade da queda dos juros, embora em ritmo limitado.

Dólar segue projetado em R$ 5,20

As expectativas para o câmbio permaneceram estáveis. O mercado prevê dólar a R$ 5,20 no fim de 2026 e a R$ 5,28 no encerramento de 2027.

Há quatro semanas, a projeção para este ano já estava em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 era de R$ 5,30.

Esses valores são projeções para o fim de cada período e não correspondem à cotação da moeda no mercado à vista.

Projeção de superávit comercial aumenta

A estimativa para o superávit da balança comercial brasileira em 2026 subiu de US$ 77 bilhões para US$ 78,30 bilhões. Para 2027, a previsão permaneceu em US$ 79 bilhões.

O déficit esperado em conta corrente ficou estável em US$ 60 bilhões neste ano e em US$ 59,30 bilhões no próximo.

As projeções para o investimento direto no país também não mudaram: US$ 80 bilhões em 2026 e US$ 79 bilhões em 2027.

Na área fiscal, a expectativa para a dívida líquida do setor público permaneceu em 70% do PIB neste ano. Para 2027, houve ligeira redução, de 73,80% para 73,75% do PIB.

Pesquisa ainda não reflete o resultado das eleições

As expectativas desta edição do Focus foram coletadas até sexta-feira (2), antes da votação do primeiro turno das eleições, realizada no domingo (4).

Por isso, o levantamento divulgado nesta segunda-feira ainda não incorpora eventuais revisões dos analistas motivadas pelo resultado eleitoral. Mudanças nas perspectivas para inflação, juros, câmbio e atividade econômica poderão aparecer nas próximas edições da pesquisa.

Fonte: Portal do Agronegócio

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