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Mercado Financeiro

Fitch Reitera Manutenção da Classificação de Crédito do Brasil, Destacando Risco Fiscal

Agência mantém nota em BB com perspectiva estável, divergindo da elevação feita pela Moody's


Publicado em: 04/10/2024 às 11:05hs

Fitch Reitera Manutenção da Classificação de Crédito do Brasil, Destacando Risco Fiscal

A agência de classificação de risco Fitch reafirma que não elevará a nota de crédito do Brasil no curto prazo, citando incertezas quanto à capacidade do país de melhorar substancialmente suas contas públicas, mesmo diante de um crescimento econômico superior ao esperado. A classificação atual do Brasil é de BB, com perspectiva estável, posicionando-se dois níveis abaixo do grau de investimento.

Todd Martinez, codiretor de riscos soberanos das Américas da Fitch, comentou à Reuters que a perspectiva conservadora da agência se contrasta com a recente elevação na nota da Moody's, que ajustou a classificação do Brasil para apenas um nível abaixo do grau de investimento, indicando um voto de confiança no país, que perdeu esse status há quase uma década.

Martinez destacou que a atividade econômica brasileira continua a surpreender positivamente, com economistas projetando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3% para 2024. Ele também elogiou os esforços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em melhorar a situação fiscal, incluindo alterações nas regras tributárias e um acordo recente que visa reverter as isenções da folha de pagamentos.

Apesar dessas iniciativas, a Fitch projeta que o déficit primário subirá para 1,0% do PIB em 2025, em comparação a 0,6% neste ano, antes de diminuir para 0,8% em 2026. Com base nas expectativas atuais da agência sobre crescimento e taxas de juros, isso resultaria em um aumento na relação entre dívida bruta e PIB, que deve passar de 77,8% neste ano para 83,9% até 2026.

De forma semelhante, a agência Standard & Poor's também mantém o Brasil com uma classificação BB e perspectiva estável, dois níveis abaixo do grau de investimento. O governo de Lula, por sua vez, ambiciona recuperar esse status perdido em 2015. No final de setembro, o presidente se reuniu em Nova York com representantes das três principais agências de classificação de risco para discutir a nota de crédito do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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