Publicado em: 10/06/2024 às 10:40hs
O mercado financeiro revisou novamente suas expectativas para a inflação, conforme a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira. Especialistas agora preveem um menor afrouxamento monetário em 2025, refletindo uma cautela maior quanto ao futuro da economia.
De acordo com o levantamento, a expectativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 3,90% em 2024 e 3,78% em 2025, em comparação com as previsões anteriores de 3,88% e 3,77%, respectivamente. As projeções para 2026 e 2027 permaneceram inalteradas, em 3,60% e 3,50%.
Na última sexta-feira, Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, destacou que o Brasil tem apresentado surpresas positivas no mercado de trabalho. No entanto, ele alertou que essa situação pode tornar o processo de desinflação mais caro e lento. Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou no fim de semana a importância de acompanhar as expectativas de preços futuros para orientar a política monetária.
O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00% para 2024, 2025 e 2026, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Essa meta serve como guia para as decisões de política monetária do Banco Central.
A pesquisa, que consulta semanalmente cerca de uma centena de economistas, mostrou que a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar este ano em 10,25%, com um último corte de 0,25 ponto percentual esperado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Atualmente, a Selic está em 10,50%.
Para 2025, no entanto, as expectativas indicam um menor afrouxamento monetário, com a Selic projetada agora em 9,25%, acima dos 9,18% estimados na semana anterior.
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024 teve uma leve melhora, passando de 2,05% para 2,09%. Para 2025, a previsão permanece em 2,0%.
Essas revisões refletem a visão dos economistas sobre os desafios e oportunidades que o Brasil enfrentará nos próximos anos, com foco na estabilidade econômica e na resposta adequada às mudanças no cenário global e local.
Fonte: Portal do Agronegócio
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