Publicado em: 10/02/2026 às 11:40hs
O dólar comercial abriu em leve alta nesta terça-feira, com os investidores atentos aos números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e às declarações recentes de autoridades econômicas. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, apresenta ligeira valorização, acompanhando o movimento internacional e as projeções sobre juros no país.
No início do pregão, o dólar comercial era negociado em torno de R$ 5,19, com variação positiva frente ao real. A moeda norte-americana vinha de uma sessão anterior de queda de 0,62%, quando fechou cotada a R$ 5,188.
O movimento de alta reflete a cautela do mercado com o comportamento da inflação e as possíveis sinalizações do governo sobre o cenário fiscal. A divulgação do IPCA de janeiro é aguardada para orientar as expectativas em torno da política monetária do Banco Central.
Desempenho acumulado do dólar:
O Ibovespa iniciou o dia com pequena valorização, operando próximo dos 186,5 mil pontos, influenciado pelo bom desempenho de ações ligadas ao setor financeiro e de commodities. O mercado acompanha também o comportamento das bolsas internacionais e os balanços trimestrais de grandes companhias.
Desempenho acumulado do Ibovespa:
O cenário otimista reflete a percepção de que a inflação segue sob controle e de que o Banco Central pode manter o ritmo de cortes na taxa Selic nos próximos meses.
Os analistas projetam que o IPCA de janeiro fique em torno de 0,32% no mês e 4,43% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Caso o resultado venha abaixo das projeções, poderá reforçar a tendência de flexibilização monetária e fortalecer o desempenho do real frente ao dólar.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reforçado o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, tema que segue em destaque nas mesas de operação do mercado financeiro.
No exterior, os investidores seguem monitorando os indicadores da economia dos Estados Unidos e a expectativa sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação à taxa de juros. Movimentos mais conservadores da autoridade americana tendem a pressionar moedas emergentes, como o real.
A volatilidade global, somada aos fatores internos, contribui para um cenário de oscilação no câmbio, ainda que o Brasil mantenha fundamentos sólidos e expectativa positiva para o desempenho econômico em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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