Publicado em: 03/03/2026 às 10:50hs
O dólar comercial abriu em forte alta nesta terça-feira (3), influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelos novos dados do PIB brasileiro. Por volta das 9h15, a moeda americana era negociada perto de R$ 5,24, com avanço de mais de 1,5% em relação ao fechamento anterior, refletindo o aumento da busca por segurança nos mercados internacionais.
A valorização do dólar acompanha o movimento global de aversão ao risco, provocado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela possibilidade de interrupções nas rotas de exportação de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz — uma das principais vias de escoamento da commodity no mundo.
Indicadores da cotação:
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, iniciou o dia em forte volatilidade, acompanhando o pessimismo dos mercados internacionais. Nos negócios futuros, o índice chegou a cair mais de 2,3%, pressionado pela aversão global ao risco e pelo avanço do dólar.
Na véspera, o Ibovespa havia encerrado o pregão em alta de 0,28%, impulsionado pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram da alta do petróleo. O cenário, no entanto, mudou rapidamente com o agravamento das tensões geopolíticas.
Desempenho de mercado:
No campo doméstico, o destaque fica por conta da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB). A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo dados oficiais, uma leve desaceleração frente ao desempenho do ano anterior.
O resultado indica moderação no ritmo de expansão, influenciado pelos juros ainda elevados e por um consumo interno mais contido. No quarto trimestre, o PIB avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior, em linha com as projeções do mercado.
Analistas apontam que a continuidade da guerra no Oriente Médio e a volatilidade internacional podem interferir nas decisões do Banco Central sobre o ritmo de corte da taxa Selic ao longo de 2026.
A intensificação dos confrontos no Oriente Médio continua a dominar o humor dos investidores. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota responsável por parte expressiva do transporte global de petróleo, elevou as cotações da commodity no mercado internacional.
Com o petróleo em alta, aumentam as preocupações com pressões inflacionárias e possíveis impactos sobre o custo de energia em diversas economias, incluindo o Brasil.
Além disso, os principais índices acionários internacionais operam em queda, refletindo o receio de uma escalada ainda maior da crise geopolítica.
O início de março no mercado financeiro brasileiro é marcado pela combinação de fatores externos e internos:
A soma desses elementos cria um ambiente de instabilidade tanto no câmbio quanto na renda variável, exigindo atenção redobrada de investidores e agentes econômicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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