Mercado Financeiro

Dólar sobe com Notícias da Petrobras, mas Desacelera após Dados de Inflação dos EUA

Análise das Variações e Impactos no Mercado Cambial


Publicado em: 15/05/2024 às 10:38hs

Dólar sobe com Notícias da Petrobras, mas Desacelera após Dados de Inflação dos EUA

O dólar apresentou um avanço frente ao real nesta quarta-feira, impulsionado por informações sobre uma possível mudança na direção da Petrobras, o que gerou preocupações quanto à interferência política na empresa estatal. No entanto, a moeda norte-americana desacelerou seus ganhos após a divulgação de importantes dados de inflação dos Estados Unidos, os quais vieram um pouco abaixo do esperado.

Por volta das 10h (horário de Brasília), o dólar à vista registrava um aumento de 0,26%, sendo cotado a 5,1433 reais na venda, embora tenha alcançado um pico de 5,1711 durante o dia, representando uma elevação de 0,80%.

Na Bolsa de Valores brasileira (B3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento apresentava uma alta de 0,37%, sendo negociado a 5,152 reais.

A notícia sobre a possível substituição do presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates, pelo Ministério de Minas e Energia impactou negativamente as ações da empresa, refletindo-se também nos mercados domésticos. No entanto, o dólar continuou a avançar apesar do cenário externo mais ameno e da queda de mais de 1% no contrato futuro do Ibovespa com vencimento em junho.

O Goldman Sachs avaliou a mudança no comando da Petrobras como uma notícia negativa, destacando que o mercado via Prates como um conciliador entre os interesses dos investidores e do governo, e que o anúncio poderia reacender preocupações sobre intervenções políticas na empresa.

Apesar do clima de aversão ao risco no mercado interno, o dólar reduziu seus ganhos em relação ao real após a divulgação dos dados de inflação dos EUA. O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, abaixo das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, sugerindo uma retomada da tendência de queda da inflação no início do segundo trimestre e impulsionando as expectativas de um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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