Mercado Financeiro

Dólar se estabiliza frente ao Real com investidores atentos ao IPCA e Federal Reserve

Moeda Norte-Americana Mantém Estabilidade com Olhares Voltados para Dados Econômicos e Decisões Monetárias


Publicado em: 11/06/2024 às 11:10hs

Dólar se estabiliza frente ao Real com investidores atentos ao IPCA e Federal Reserve

Nesta terça-feira, o dólar à vista apresentou estabilidade em relação ao real, enquanto investidores analisavam os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e aguardavam a decisão de política monetária do Federal Reserve, prevista para quarta-feira.

Às 9h41, o dólar à vista registrava uma leve alta de 0,09%, sendo cotado a R$ 5,3613 para venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,01%, alcançando R$ 5,3645.

"Após dias de alta volatilidade, o mercado abriu relativamente estável, com o dólar norte-americano próximo da máxima anual", afirmou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. "Hoje, a tendência é de menor volatilidade devido à expectativa pelos dados importantes que serão divulgados amanhã, podendo haver até uma leve correção nas altas recentes", completou.

Nesta semana, o foco dos mercados está na divulgação de dados cruciais de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da decisão de política monetária do Federal Reserve. Tais eventos são determinantes para as expectativas sobre o futuro das taxas de juros globais.

Abrindo a série de dados da semana, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,46% em maio, superando a alta de 0,38% registrada no mês anterior. Esse resultado também foi superior à previsão dos especialistas consultados pela Reuters, que esperavam um aumento de 0,42%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA acelerou para 3,93%, frente aos 3,69% registrados em abril, também acima das expectativas dos economistas, que projetavam uma alta de 3,89%.

O resultado do IPCA, influenciado pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no último mês, pode intensificar as preocupações do Banco Central sobre a desancoragem das expectativas de inflação para o final deste ano e os próximos.

Na última reunião, o Banco Central reduziu o ritmo de corte da taxa Selic, agora fixada em 10,50% ao ano, com um ajuste de 0,25 ponto percentual após seis cortes consecutivos de 0,50 ponto. A decisão citou o aumento das incertezas no cenário externo e doméstico, removendo a orientação futura para as próximas reuniões. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá novamente na próxima semana.

Uma Selic mais alta torna o real mais atraente para estratégias de "carry trade", onde investidores tomam empréstimos em países com taxas baixas e aplicam os recursos em mercados mais rentáveis, lucrando com o diferencial de juros.

Os investidores nacionais também estão atentos ao compromisso do governo com as contas públicas, à medida que o Executivo busca medidas para aumentar a arrecadação federal e zerar o déficit primário neste ano.

No cenário internacional, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgará na quarta-feira os dados de preços ao consumidor, com expectativas de desaceleração para um aumento de 0,1% ao mês, contra o ganho de 0,3% em abril, conforme analistas consultados pela Reuters. No mesmo dia, o Federal Reserve deve manter sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, com as autoridades permanecendo cautelosas sobre a trajetória da inflação para a meta de 2%.

Nesta manhã, o dólar subia em relação às principais moedas no exterior e frente à maioria das moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Às 10h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,15%, alcançando 105,300 pontos.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,3565, uma alta de 0,60%, atingindo seu maior valor de fechamento desde 4 de janeiro de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --