Publicado em: 03/03/2026 às 20:00hs
O dólar comercial encerrou a terça-feira (3) em forte valorização frente ao real, refletindo o aumento da aversão a risco dos investidores diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana atingiu patamares acima de R$ 5,26, marcando a maior alta percentual diária desde dezembro de 2025, quando avançou 2,34%.
No mercado futuro da B3, o contrato de abril operou acima de R$ 5,31, mantendo a tendência de alta e indicando maior volatilidade no câmbio.
A escalada do conflito no Oriente Médio e os riscos de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, pressionaram o câmbio e impulsionaram os preços internacionais do petróleo. A incerteza geopolítica provocou também queda de ativos de risco, incluindo ações e títulos de mercados emergentes, em um movimento clássico de fuga para ativos seguros, como o dólar.
Analistas afirmam que a alta do dólar é reforçada pela liquidação de posições vendidas e ordens de stop loss no mercado de câmbio. Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, explicou:
“O investidor precisa cobrir posição no exterior e, por isso, vende emergentes. É um movimento clássico de aversão ao risco.”
No Brasil, o avanço do dólar também influenciou o mercado de Depósitos Interfinanceiros (DI), com taxas disparando em busca de ativos mais seguros.
O movimento acompanha a valorização global do dólar frente a moedas emergentes e reforça a cautela de investidores diante de cenários de instabilidade internacional.
A continuidade das tensões no Oriente Médio mantém o cenário incerto para o câmbio, com possíveis impactos sobre exportações, importações e preços de commodities. Especialistas recomendam monitoramento constante de indicadores internacionais e decisões de política monetária, que podem influenciar diretamente o comportamento do dólar e do mercado financeiro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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