Mercado Financeiro

Dólar Recuou Frente ao Real Após Máxima de Dois Anos

Queda Reflete Tendência Global em Mercados Emergentes


Publicado em: 21/06/2024 às 10:55hs

Dólar Recuou Frente ao Real Após Máxima de Dois Anos

O dólar abriu esta sexta-feira (21) em queda frente ao real, devolvendo parte dos ganhos recentes. Este movimento acompanha a desvalorização da moeda norte-americana em outros mercados emergentes, após ter alcançado na véspera seu maior valor de fechamento em quase dois anos.

Às 9h50, o dólar à vista caía 0,38%, sendo negociado a R$ 5,4413. Na B3, o contrato futuro de dólar para o primeiro vencimento recuava 0,17%, cotado a R$ 5,4485.

Contexto Econômico

"O movimento do dia está sendo uma queda das bolsas lá fora com os PMIs... Destaque para o fechamento de taxas, que parece estar gerando um dia um pouco mais favorável para moedas emergentes", explicou Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

Pela manhã, o dólar apresentava perdas em vários mercados emergentes, apesar de avançar frente às moedas de países desenvolvidos. As quedas mais notáveis eram em relação ao peso mexicano, com uma baixa de 0,51%, e ao rand sul-africano, com uma queda de 0,44%. Essas moedas vêm experimentando alta volatilidade devido a recentes resultados eleitorais que aumentaram a incerteza sobre suas economias.

O otimismo nos mercados, impulsionado pela possibilidade de cortes de juros nas economias desenvolvidas após a divulgação de índices PMI (Índice de Gerentes de Compras) negativos na zona do euro, que indicam uma desaceleração nas atividades industriais e de serviços, também contribuiu para a queda do dólar.

Expectativas do Mercado

Às 10h45, os investidores aguardavam a divulgação do PMI dos Estados Unidos, que poderia oferecer novas indicações sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve. O mercado está projetando um corte de juros em setembro, o que poderia iniciar um ciclo de afrouxamento monetário amplamente esperado.

Fatores Internos

Internamente, fatores como a preocupação do mercado com o ajuste das contas públicas e as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central (BC) também influenciaram a alta do dólar na véspera. Na quinta-feira, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,4618, uma alta de 0,39%, alcançando o maior valor de fechamento desde 22 de julho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Críticas à Política Monetária

Na última sessão, pesaram as críticas de Lula à condução da política monetária pelo BC, após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir, de forma unânime, manter a taxa Selic inalterada em 13,75% ao ano na quarta-feira. Lula argumentou que a decisão do Copom foi prejudicial ao povo brasileiro e acusou a autoridade monetária de estar submetida aos interesses do mercado financeiro e de especuladores, questionando a autonomia do presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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