Dólar recua para perto de R$ 5,08 enquanto mercado monitora Estreito de Ormuz e disparada do petróleo
Moeda americana devolve parte dos ganhos da véspera, mas cenário geopolítico no Oriente Médio mantém investidores cautelosos e aumenta a volatilidade dos mercados globais.
Publicado em: 14/07/2026 às 10:30hs
O dólar opera em queda nesta terça-feira (14), após a forte valorização registrada no pregão anterior, em um mercado que segue altamente sensível aos desdobramentos da crise no Oriente Médio e aos riscos para o abastecimento mundial de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Por volta das 9h45, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,0842, com recuo de 0,92%, devolvendo parte da alta de 0,45% registrada na segunda-feira, quando encerrou cotada a R$ 5,1315. O movimento ocorre após investidores realizarem lucros, embora o ambiente internacional continue marcado pela aversão ao risco.
O Ibovespa inicia as negociações desta terça-feira após fechar o último pregão em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos, pressionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo salto das cotações internacionais do petróleo.
Mercado financeiro acompanha petróleo e riscos geopolíticos
O principal fator que movimenta os mercados continua sendo a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo.
As novas medidas anunciadas pelos Estados Unidos envolvendo a região elevaram os temores sobre possíveis interrupções na oferta global de energia, levando o petróleo Brent a ampliar os ganhos e permanecer nos maiores níveis das últimas semanas. O avanço da commodity reforça preocupações com inflação global, política monetária e crescimento econômico.
Esse cenário costuma favorecer ativos considerados mais seguros, como o dólar, enquanto aumenta a volatilidade das bolsas e das moedas de países emergentes, incluindo o real.
Dólar hoje: mercado realiza lucros após forte alta
Apesar da queda desta manhã, analistas avaliam que o câmbio deve continuar bastante volátil nos próximos dias.
No mercado doméstico, os investidores acompanham:
- os desdobramentos da crise no Oriente Médio;
- a evolução dos preços internacionais do petróleo;
- as expectativas para inflação e juros no Brasil e nos Estados Unidos;
- o comportamento do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.
Caso as tensões geopolíticas avancem, a tendência é de manutenção da cautela nos ativos de risco, podendo gerar novos movimentos de valorização do dólar.
Desempenho do dólar em 2026
Mesmo após a recente recuperação, a moeda norte-americana ainda apresenta desvalorização significativa frente ao real no acumulado do ano.
- Dólar comercial
- Cotação parcial: R$ 5,0842
- Variação no dia: -0,92%
- Acumulado da semana: +0,46%
- Acumulado do mês: -0,61%
- Acumulado em 2026: -6,51%
Ibovespa mantém saldo positivo no ano
A Bolsa brasileira segue sustentando ganhos expressivos em 2026, embora o aumento das incertezas internacionais tenha provocado correções recentes.
- Ibovespa
- Fechamento anterior: 175.739 pontos
- Variação da semana: -1,20%
- Acumulado do mês: +2,16%
- Acumulado do ano: +9,07%
Perspectivas para os próximos pregões
O comportamento do dólar e da Bolsa continuará condicionado ao cenário internacional. Enquanto persistirem as incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz e os impactos sobre o mercado de petróleo, a volatilidade deve permanecer elevada.
No Brasil, operadores também acompanham a entrada de fluxo estrangeiro, indicadores econômicos e as expectativas para a trajetória dos juros, fatores que podem influenciar diretamente o câmbio e o desempenho da B3 nas próximas sessões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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