Mercado Financeiro

Dólar recua para perto de R$ 4,90 com tensão no Oriente Médio e dados fortes dos EUA; Ibovespa amplia volatilidade

Mercado financeiro acompanha conflito entre Irã e EUA, emprego norte-americano acima das expectativas e atuação do Banco Central brasileiro


Publicado em: 08/05/2026 às 10:50hs

Dólar recua para perto de R$ 4,90 com tensão no Oriente Médio e dados fortes dos EUA; Ibovespa amplia volatilidade

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (8), refletindo o movimento global de enfraquecimento da moeda norte-americana diante da expectativa de redução das tensões no Oriente Médio e da divulgação de dados robustos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. No Brasil, investidores também acompanham a atuação do Banco Central e os impactos sobre o câmbio e a bolsa de valores.

No início do pregão, o dólar comercial chegou a cair mais de 0,5%, sendo negociado próximo de R$ 4,89. Ao longo da sessão, a moeda passou a oscilar em torno de R$ 4,92 no mercado à vista. Dados em tempo real mostram a divisa norte-americana cotada na faixa de R$ 4,9206 no fechamento parcial do mercado. 

Na véspera, o dólar encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,9233. Já o Ibovespa fechou em forte queda de 2,38%, aos 183.218 pontos, pressionado pelo cenário internacional e pela cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio. 

O mercado segue atento aos desdobramentos envolvendo Estados Unidos e Irã. Apesar de novos confrontos registrados no Golfo Pérsico e ataques nos Emirados Árabes Unidos, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que um cessar-fogo ainda estaria em vigor. A sinalização reduziu parcialmente a aversão ao risco global e ajudou moedas emergentes, incluindo o real.

Além da geopolítica, os investidores reagiram aos números do emprego nos Estados Unidos. O payroll mostrou abertura de 115 mil vagas fora do setor agrícola em abril, acima da expectativa do mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%. Os dados reforçam a percepção de resiliência da economia norte-americana e mantêm as atenções voltadas para os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros. 

No Brasil, a agenda econômica teve menor intensidade, mas o mercado acompanhou a divulgação do IGP-DI de abril, que avançou 2,41%, acima das projeções. O índice reforça o ambiente de pressão inflacionária doméstica e aumenta a cautela em torno da política monetária brasileira. 

Outro fator monitorado foi a atuação do Banco Central no câmbio. A autoridade monetária realizou novo leilão de swap cambial para rolagem de contratos, em meio ao movimento recente de valorização do real. O mercado também segue repercutindo a primeira operação de swap reverso realizada pelo BC em uma década, medida interpretada por analistas como tentativa de reduzir a velocidade da queda do dólar. 

No acumulado de 2026, o dólar registra desvalorização superior a 10% frente ao real, movimento impulsionado pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, juros elevados e maior fluxo para mercados emergentes. Já o Ibovespa ainda sustenta valorização acumulada acima de 13% no ano, apesar da recente correção.

Analistas avaliam que o comportamento dos ativos seguirá condicionado ao cenário internacional, especialmente aos próximos capítulos das negociações no Oriente Médio, às decisões de política monetária nos Estados Unidos e ao fluxo estrangeiro para países emergentes.

O mercado também acompanha a trajetória dos juros brasileiros e o comportamento das commodities, fatores que continuam influenciando diretamente o câmbio, as ações ligadas ao agronegócio e o desempenho das exportadoras brasileiras. 

Fonte: Portal do Agronegócio

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