Publicado em: 23/04/2026 às 10:51hs
O dólar opera em queda no mercado brasileiro nesta quinta-feira (23), mesmo diante de um ambiente externo mais avesso ao risco. A moeda norte-americana perde força frente ao real, contrariando o movimento global, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à alta do petróleo.
No início do pregão, o dólar à vista chegou a cair 0,20%, sendo negociado a R$ 4,9637 por volta das 9h12. Ao longo da manhã, o movimento de recuo se intensificou levemente: às 10h26, a moeda registrava queda de 0,36%, cotada a R$ 4,9563.
Na sessão anterior, o dólar havia fechado praticamente estável, com leve variação negativa de 0,01%, a R$ 4,9736 (ou R$ 4,9740 em algumas referências de fechamento).
Já no mercado futuro, o contrato de dólar para maio — o mais líquido na B3 — apresentava recuo de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9700.
Apesar da queda do dólar no Brasil, o ambiente internacional segue pressionado. A moeda norte-americana avança frente a outras divisas, impulsionada pela busca global por ativos mais seguros.
O movimento é influenciado, principalmente, pela intensificação das tensões no Oriente Médio, com novos episódios envolvendo embarcações comerciais no estratégico Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Além disso, investidores acompanham com cautela a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil realizou, às 11h30, um leilão de até 50 mil contratos de swap cambial tradicional. A operação teve como objetivo a rolagem de vencimentos previstos para o início de maio, contribuindo para a liquidez e estabilidade do mercado de câmbio.
O Ibovespa apresenta leve recuperação nesta quinta-feira, após forte queda na sessão anterior. Por volta das 10h26, o índice avançava 0,02%, aos 192.929 pontos.
Na véspera, o principal indicador da bolsa brasileira havia recuado 1,65%, encerrando aos 192.889 pontos, pressionado pelo cenário externo e pela realização de lucros.
Desempenho acumulado do mercado
O mercado financeiro segue atento à evolução dos conflitos no Oriente Médio, especialmente seus impactos sobre o petróleo e a inflação global. Ao mesmo tempo, dados econômicos dos Estados Unidos continuam no radar, podendo influenciar o comportamento do dólar e dos ativos de risco nos próximos dias.
No Brasil, a atuação do Banco Central e o fluxo de capital estrangeiro seguem como fatores importantes para a trajetória do câmbio, que, por ora, mostra resiliência mesmo diante de um cenário internacional mais turbulento.
Fonte: Portal do Agronegócio
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