Publicado em: 28/01/2026 às 11:40hs
O dólar comercial iniciou esta quarta-feira (28) em queda frente ao real, sendo negociado abaixo dos R$ 5,20, num dia marcado pela expectativa das decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil.
A movimentação reflete o comportamento de investidores que buscam ajustar suas posições antes das definições sobre política monetária nas duas maiores economias do mundo — fatores decisivos para o câmbio, os investimentos e o fluxo de capitais.
Durante a manhã, o dólar à vista recuava cerca de 0,5%, sendo cotado a R$ 5,17, após encerrar a sessão anterior em queda de 1,38%, o menor patamar desde maio de 2024.
No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro, negociado na B3, registrava pequenas oscilações, refletindo cautela antes dos anúncios de política monetária. A valorização do real ocorre em meio à continuidade do fluxo de capital estrangeiro para o país, impulsionado pelos altos juros internos e pela força do mercado de ações.
No cenário externo, o dólar apresenta movimentos mistos frente às principais moedas globais. A atenção dos investidores está voltada à decisão do Federal Reserve, marcada para o início da tarde.
De acordo com estimativas da ferramenta CME FedWatch, há 97% de probabilidade de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Ainda assim, o mercado espera que o comunicado do Fed traga sinais sobre cortes de juros nos próximos meses, o que pode redefinir o apetite global por risco e afetar moedas emergentes como o real.
No Brasil, o Banco Central anuncia sua decisão de política monetária no início da noite. A expectativa majoritária do mercado é pela manutenção da Selic em 15% ao ano, nível que se mantém desde meados de 2025.
Analistas, no entanto, já projetam que o primeiro corte de juros possa ocorrer em março de 2026, caso a inflação siga dentro da meta e o cenário fiscal permaneça sob controle.
A decisão será acompanhada de perto por investidores, que buscam no comunicado do Copom pistas sobre o ritmo e o momento do início da redução da taxa. Um corte mais rápido pode diminuir o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, influenciando o câmbio.
Enquanto o dólar segue em queda, o Ibovespa mantém seu movimento de alta. O principal índice da bolsa brasileira ultrapassou os 184 mil pontos, sustentado pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros e pelo otimismo com os fundamentos da economia nacional.
Segundo analistas, o cenário de estabilidade fiscal, os juros ainda elevados e a expectativa de início do ciclo de flexibilização monetária formam um ambiente positivo para a renda variável brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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