Publicado em: 23/03/2026 às 11:06hs
O dólar iniciou esta segunda-feira (23) em queda frente ao real, em meio a um ambiente de forte volatilidade nos mercados globais. A moeda americana recuava cerca de 0,5% no início da manhã, sendo negociada próxima de R$ 5,28, refletindo uma reação imediata dos investidores ao alívio nas tensões no Oriente Médio.
O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de possíveis ataques contra instalações de energia do Irã, reduzindo temporariamente o risco de escalada no conflito.
O mercado internacional de petróleo também reagiu à notícia, registrando forte queda ao longo do dia. Em determinado momento, a commodity chegou a recuar mais de 13%, mas reduziu as perdas para cerca de 6%.
Essa desvalorização impacta diretamente moedas de países emergentes, como o real, ajudando a aliviar a pressão sobre o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a volatilidade permanece elevada, diante das incertezas sobre o desdobramento da crise.
Apesar do tom mais conciliador de Trump, que afirmou haver conversas “produtivas” com o Irã visando uma resolução completa do conflito, autoridades iranianas negaram qualquer tipo de negociação, direta ou indireta.
O desencontro de narrativas mantém os investidores cautelosos, limitando movimentos mais consistentes nos ativos financeiros e reforçando a sensibilidade do mercado a novas declarações.
No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil atua para garantir liquidez e estabilidade no mercado cambial.
Foram programados para esta segunda-feira:
As operações têm como objetivo a rolagem de vencimentos previstos para o início de abril, contribuindo para suavizar oscilações no câmbio.
Na última sexta-feira, o dólar fechou em forte alta, acima de R$ 5,30, impulsionado pelas preocupações com os impactos econômicos de uma possível escalada do conflito no Oriente Médio.
Já nesta segunda-feira, o movimento é de correção.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tende a refletir o cenário externo e a dinâmica das commodities, especialmente petróleo e câmbio, ao longo do pregão.
O comportamento do dólar e dos ativos brasileiros no curto prazo continuará fortemente atrelado a três fatores principais:
Enquanto houver incertezas no cenário geopolítico, a tendência é de manutenção da volatilidade, com movimentos rápidos tanto de alta quanto de queda no câmbio e nos mercados globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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