Publicado em: 27/01/2026 às 11:08hs
O dólar abriu em leve queda nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,27, acompanhando o movimento de cautela dos investidores após a divulgação da prévia da inflação de janeiro (IPCA-15) e às vésperas das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
De acordo com dados do mercado financeiro, a moeda norte-americana operava próxima da estabilidade nas primeiras horas da manhã, refletindo a expectativa quanto aos próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed).
A performance recente do câmbio está ligada à expectativa de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de redução da Selic ainda no primeiro trimestre de 2026, caso os indicadores de inflação confirmem trajetória de desaceleração.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano, e o mercado aposta na manutenção desse patamar na reunião do Copom que ocorre nesta semana, com possibilidade de cortes a partir de março.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu em alta nesta terça-feira, impulsionado pelos resultados do IPCA-15 de janeiro, que veio ligeiramente abaixo das projeções do mercado.
O dado reforçou a expectativa de que a inflação está sob controle e fortaleceu o apetite dos investidores por ativos de risco, contribuindo para o avanço do mercado acionário.
No cenário interno, o Copom avalia os próximos passos da política monetária, buscando equilibrar o controle da inflação com a retomada do crescimento econômico. Analistas acreditam que o colegiado deve manter a Selic inalterada nesta reunião, mas sinalizar possíveis cortes nos próximos encontros.
Nos Estados Unidos, o Fed também inicia sua reunião de política monetária, e a expectativa é de manutenção dos juros. O foco dos investidores está na comunicação da autoridade monetária, que poderá indicar quando e como o ciclo de cortes será iniciado — movimento que tende a beneficiar economias emergentes, como a brasileira.
O cenário externo segue influenciado por tensões geopolíticas, ajustes nas cadeias de suprimentos e incertezas fiscais em diferentes países. Esses fatores mantêm a volatilidade no mercado de câmbio, ainda que o real venha mostrando resiliência e ganhos moderados frente ao dólar.
Fonte: Portal do Agronegócio
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