Publicado em: 12/02/2026 às 10:50hs
O dólar comercial voltou a operar em baixa frente ao real nesta quinta‑feira (12), com os mercados financeiros ajustando posições à espera de novos dados econômicos nos Estados Unidos e reflexos da política monetária doméstica. A tendência de valorização da moeda brasileira vem acompanhando o fluxo de investimentos estrangeiros para ativos brasileiros, inclusive em setores como agronegócio, que se beneficia de um câmbio mais competitivo.
Nesta manhã, o dólar comercial era negociado em cerca de R$ 5,18, registrando recuo em relação ao fechamento anterior e permanecendo próximo dos menores níveis desde maio de 2024. O movimento de queda da moeda americana tem sido influenciado tanto pelo sentimento externo quanto pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, que busca retornos mais altos em mercados emergentes.
Esse desempenho favorece o agronegócio brasileiro, que exporta grande volume de commodities como soja, milho e carnes para o mercado internacional. Um real mais valorizado pode reduzir custos de insumos importados e ampliar margens para produtores que operam com mercados globais.
Os investidores estão atentos à divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que podem definir a direção da política monetária pelo Federal Reserve (Fed). Números de pedidos de auxílio‑desemprego e índices de inflação estão no radar do mercado e tendem a influenciar o fortalecimento ou enfraquecimento do dólar frente a moedas emergentes como o real.
Se os indicadores apontarem desaceleração da economia americana ou inflação mais baixa do que o esperado, isso pode reforçar expectativas de flexibilização monetária pelo Fed, pressionando o dólar para baixo e beneficiando países com taxas de juros mais elevadas.
Paralelamente, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, tem exibido desempenho positivo, refletindo confiança dos investidores e o interesse em ações de empresas com forte presença no agronegócio e setores correlatos. O avanço da bolsa estimula a entrada de capitais que, por sua vez, contribuem para o fortalecimento da moeda local frente ao dólar.
Esse movimento também se relaciona com a agenda corporativa do dia, incluindo a divulgação de resultados de companhias relevantes e teleconferências de resultados que podem influenciar o humor do mercado.
Outro fator relevante para o câmbio é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. O Banco Central do Brasil manteve a Selic em níveis elevados, enquanto o Fed permanece com taxa de referência menor. Esse diferencial torna os ativos brasileiros mais atrativos para investidores estrangeiros em busca de rendimento, impulsionando aportes e valorizando o real frente ao dólar.
Para o agronegócio, esse cenário pode representar custos menores de produção em dólares e maior competitividade das exportações brasileiras no mercado global, contribuindo para resultados mais sólidos em 2026.
O mercado continua atento à divulgação de indicadores econômicos e à dinâmica global de taxa de juros. A rolagem de contratos de swap cambial pelo Banco Central e o desempenho das bolsas internacionais também serão fatores que influenciarão o câmbio nas próximas sessões.
Com os produtores rurais, traders e gestores financeiros monitorando esses indicadores, o comportamento do dólar e do Ibovespa seguirá sendo determinante para decisões de comercialização de commodities e investimentos no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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