Publicado em: 01/04/2026 às 10:59hs
O dólar iniciou esta quarta-feira (1º) em queda no mercado brasileiro, refletindo o maior apetite ao risco global diante de sinais de possível trégua no conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A melhora no cenário externo também impacta diretamente o desempenho da bolsa de valores brasileira.
Na abertura do pregão, o dólar apresentou queda de 0,44%, sendo cotado a R$ 5,1561. O movimento acompanha a desvalorização global da moeda americana, impulsionada pela diminuição das tensões geopolíticas e pela queda nos preços do petróleo.
Na sessão anterior, a moeda dos Estados Unidos já havia registrado forte recuo de 1,31%, encerrando o dia a R$ 5,1787.
Desempenho do dólar:
No cenário atual, o câmbio segue sensível a fatores externos, especialmente à política monetária dos EUA e aos desdobramentos geopolíticos, além do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes como o Brasil.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, mantém trajetória positiva, acompanhando o cenário internacional mais favorável ao risco.
Na véspera, o índice avançou 2,71%, fechando aos 187.462 pontos, refletindo o otimismo dos investidores diante da possibilidade de estabilização no Oriente Médio e da queda nas commodities energéticas.
Desempenho do Ibovespa:
Os mercados seguem atentos aos desdobramentos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Indícios de uma possível redução das tensões têm sustentado o otimismo global, favorecendo ativos de maior risco, como ações, e pressionando o dólar.
Além disso, a expectativa de menor risco geopolítico impacta diretamente os preços do petróleo, o que contribui para o alívio inflacionário em diversas economias e melhora o ambiente para investimentos.
No Brasil, o ambiente externo mais benigno se soma a fatores internos, como o diferencial de juros ainda elevado, que continua atraindo investidores estrangeiros para a bolsa e para a renda fixa.
O movimento de queda do dólar também ajuda a reduzir pressões inflacionárias, o que pode influenciar as expectativas sobre a trajetória da taxa básica de juros (Selic) ao longo de 2026.
A tendência de curto prazo para o câmbio e a bolsa brasileira seguirá atrelada a três fatores principais:
Caso o cenário internacional permaneça mais estável, o real pode continuar se valorizando frente ao dólar, enquanto o Ibovespa tende a sustentar ganhos. Entretanto, eventuais escaladas no conflito podem reverter rapidamente esse movimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
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