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Mercado Financeiro

Dólar oscila perto de R$ 5 após queda pós-eleição; mercado aguarda ata do Fed

Moeda abriu acima de R$ 5, mas perdeu força durante a manhã; Ibovespa apresenta leve alta, enquanto petróleo e cenário político orientam as negociações


Publicado em: 07/10/2026 às 10:05hs

Dólar oscila perto de R$ 5 após queda pós-eleição; mercado aguarda ata do Fed

O dólar opera próximo de R$ 5 nesta quarta-feira (7), em uma sessão de ajuste após a forte valorização do real nos dois primeiros pregões depois do primeiro turno das eleições. A moeda norte-americana chegou a superar esse patamar na abertura, mas perdeu parte do avanço ao longo da manhã.

Na atualização consultada, o dólar comercial para venda era negociado a R$ 4,985, com alta de 0,17% sobre o fechamento anterior. O Ibovespa, por sua vez, avançava 0,14%, aos 206.124 pontos, após os primeiros 15 minutos de negociação. As cotações são parciais e podem mudar durante o pregão.

A agenda reúne a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), o fortalecimento do dólar no exterior e a alta do petróleo. No Brasil, investidores acompanham as sinalizações econômicas dos candidatos que disputarão o segundo turno.

Dólar reduz alta após superar R$ 5 na abertura

Às 9h11, o dólar à vista subia 0,67%, a R$ 5,0078, conforme o levantamento apresentado no material-base. O contrato futuro para novembro avançava 0,44%, a R$ 5,0285.

A redução posterior dos ganhos mostra que a sessão ainda busca uma direção após o movimento expressivo dos últimos dias. Nas duas jornadas anteriores, a moeda acumulou queda próxima de 4,65%, em meio à reação dos investidores ao resultado eleitoral.

Na terça-feira (6), o dólar encerrou a R$ 4,9757, com recuo de 0,51%. O Ibovespa caiu 0,52%, aos 205.835 pontos, devolvendo parte da valorização registrada na segunda-feira.

Eleições mantêm política fiscal no centro das atenções

A valorização recente dos ativos brasileiros refletiu a percepção de parte dos investidores de que a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno poderia favorecer uma agenda de maior controle das contas públicas.

Essa leitura representa uma expectativa do mercado. Conforme o material-base, o candidato ainda não havia apresentado propostas concretas de ajuste fiscal que permitissem avaliar seus efeitos sobre receitas, despesas e endividamento.

Após a reação inicial, as negociações passam a depender também das medidas econômicas anunciadas pelos candidatos e da avaliação sobre sua viabilidade.

Ata do Fed e petróleo influenciam mercado internacional

No exterior, investidores aguardam a ata da reunião de setembro do Fed para avaliar as discussões sobre inflação e a trajetória dos juros norte-americanos. O documento pode ajudar a esclarecer as condições consideradas necessárias para novos ajustes na política monetária.

O dólar também ganha força frente a outras moedas, em um ambiente de petróleo mais caro e cautela antes da divulgação.

Às 9h30, o petróleo Brent avançava 1,11%, a US$ 101,70 por barril, enquanto o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,64%.

Ibovespa busca estabilidade após forte valorização

A Bolsa brasileira iniciou a quarta-feira com pequena alta, depois da realização de lucros da sessão anterior. O movimento ocorre após a expressiva valorização dos ativos na segunda-feira, primeiro pregão depois da votação.

Para o restante do dia, a combinação entre notícias eleitorais, comportamento do câmbio e sinais do Fed deve continuar orientando o mercado. A oscilação do dólar ao redor de R$ 5 mantém a atenção sobre quanto da valorização recente do real poderá ser preservado diante de um cenário externo mais cauteloso.

Fonte: Portal do Agronegócio

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