Publicado em: 03/06/2024 às 11:00hs
Nesta segunda-feira, o dólar manteve-se próximo à estabilidade frente ao real em um cenário de negociações voláteis. Os investidores estão atentos à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre e à possível redução de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).
Às 9h53, o dólar à vista caía 0,03%, sendo cotado a 5,2494 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar para o primeiro vencimento recuava 0,04%, a 5,259 reais na venda.
"Hoje temos sinais mistos, com o dólar respondendo com volatilidade e alternância de sinal", explicou Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital. Ele acrescentou que a recente valorização da moeda americana refletiu a queda nas commodities e a piora na estimativa de inflação no Brasil, enquanto fatores externos contribuíram para oscilações adicionais.
Na última sexta-feira, o dólar registrou o maior valor de fechamento contra o real desde 16 de abril, a 5,2510 reais na venda, após uma alta de 0,78% no dia. Esse movimento foi impulsionado pela disputa em torno da taxa Ptax de fim de mês, com investidores em posições compradas elevando as cotações ao longo do dia. A Ptax, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No final de cada mês, agentes financeiros tentam direcionar a taxa para níveis mais favoráveis às suas posições.
Os investidores estão focados em vários eventos econômicos importantes tanto no cenário doméstico quanto no internacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará na terça-feira os dados do PIB do primeiro trimestre. Economistas consultados pela Reuters esperam um crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior, indicando uma retomada do ritmo econômico.
No início desta semana, o mercado brasileiro analisou novas previsões dos economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus. Os analistas agora projetam apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic até o final do ano, em vez da redução de 0,50 ponto esperada na semana anterior. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024 também foi ligeiramente elevada, de 3,86% para 3,88%.
No cenário internacional, o BCE pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário na quinta-feira, reduzindo os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75%. Se confirmado, será a primeira vez na história que o BCE corta juros antes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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