Publicado em: 28/05/2026 às 11:00hs
O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira (28) sob forte influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevou a aversão ao risco nos mercados internacionais e impulsionou o dólar frente a moedas emergentes, incluindo o real brasileiro.
No Brasil, o dólar comercial abriu em alta, acompanhando o movimento externo, enquanto investidores também monitoram indicadores econômicos domésticos, especialmente os dados ligados ao mercado de trabalho e à trajetória dos juros.
Por volta das 10h15, a moeda norte-americana passou a operar em queda leve, cotada a R$ 5,0528, após atingir máxima próxima de R$ 5,0730 no início das negociações. Na sessão anterior, o dólar havia encerrado com valorização de cerca de 0,66%, em R$ 5,0607.
Já o contrato futuro de dólar negociado na B3 também apresentou volatilidade ao longo da manhã, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional ainda indefinido.
A nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã reacendeu temores sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo e na estabilidade econômica mundial. Em momentos de maior incerteza internacional, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano.
Esse movimento fortalece a moeda norte-americana globalmente e pressiona moedas de países emergentes, como o real.
Além do conflito no Oriente Médio, o mercado acompanha declarações de dirigentes do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.
A expectativa de juros elevados por mais tempo nos EUA continua sustentando o dólar em patamares mais fortes frente às principais moedas globais.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa abriu em leve alta nesta quinta-feira, tentando recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior. Por volta das 10h15, o principal índice da B3 avançava 0,27%, aos 176.220 pontos.
Na quarta-feira, o índice havia fechado em queda de 0,48%, pressionado principalmente pelo cenário externo e pela realização de lucros em ações de maior peso.
Apesar da volatilidade recente, o mercado acionário brasileiro ainda acumula valorização no ano, sustentado pelo fluxo estrangeiro, pela expectativa de queda gradual dos juros domésticos e pela resiliência de setores ligados ao agronegócio, energia e commodities.
Mesmo com a alta recente, o dólar ainda apresenta desvalorização acumulada frente ao real em 2026, refletindo o diferencial de juros brasileiro e o ingresso de capital estrangeiro no país.
Confira o desempenho dos principais indicadores do mercado financeiro:
O avanço do dólar continua sendo acompanhado de perto pelo agronegócio brasileiro, especialmente pelos setores exportadores de soja, milho, café, carnes e celulose.
A valorização da moeda norte-americana tende a aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, favorecendo receitas de exportação. Por outro lado, o câmbio mais elevado também encarece custos importantes da produção agropecuária, como fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas importadas.
Analistas avaliam que a combinação entre tensão geopolítica, juros internacionais elevados e oscilações nas commodities deve manter o mercado financeiro volátil nas próximas sessões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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