Publicado em: 22/04/2026 às 10:50hs
O dólar voltou a operar com pouca variação no Brasil após o feriado de Tiradentes, refletindo um cenário externo ainda incerto, mas com sinais de alívio nas tensões geopolíticas.
Na manhã desta quarta-feira, a moeda norte-americana chegou a oscilar entre leve alta e queda, sendo cotada próxima de R$ 4,96 a R$ 4,98. Por volta das 10h15, o dólar recuava cerca de 0,29%, a R$ 4,9599. Mais cedo, chegou a subir levemente, indicando instabilidade nas negociações.
No mercado futuro, o contrato mais líquido negociado na B3 também apresentou variação moderada, acompanhando o ambiente de cautela dos investidores.
O principal fator que influencia os mercados internacionais é a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prorrogar por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã, abrindo espaço para novas negociações diplomáticas.
Apesar disso, o cenário segue instável. O Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A ação elevou a percepção de risco no mercado global e manteve os investidores em alerta.
Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a subir, com o Brent sendo negociado próximo de US$ 99 por barril.
Esse movimento reforça a volatilidade dos mercados financeiros, já que o preço da commodity tem impacto direto sobre inflação, custos logísticos e atividade econômica global.
Ao mesmo tempo, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a outras divisas, apresentou leve alta, indicando um movimento global ainda contido.
O Ibovespa operava em queda leve nesta quarta-feira, recuando cerca de 0,10% e ficando na faixa dos 195 mil pontos.
O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário internacional e da falta de indicadores econômicos relevantes no Brasil nesta sessão.
No início da semana, o índice chegou a registrar leve alta, mas segue sujeito às oscilações externas.
O comportamento dos mercados ao longo do ano mostra tendências importantes:
Os dados indicam um real mais fortalecido em 2026, apesar da volatilidade recente provocada pelo cenário externo.
O Banco Central do Brasil segue atuando para garantir liquidez e estabilidade no mercado cambial.
Nesta quarta-feira, a autoridade monetária realizou leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, com foco na rolagem de vencimentos previstos para maio.
Além disso, a divulgação dos dados de fluxo cambial foi adiada devido ao feriado, com previsão de publicação no dia seguinte.
O mercado financeiro brasileiro continua altamente sensível aos desdobramentos internacionais, especialmente às tensões no Oriente Médio e às negociações entre Estados Unidos e Irã.
Entre os principais fatores que devem influenciar o dólar nos próximos dias estão:
Mesmo com o dólar abaixo de R$ 5, o cenário segue volátil, exigindo atenção redobrada dos investidores e agentes econômicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias