Mercado Financeiro

Dólar mantém leve queda e Ibovespa opera estável à espera das decisões de juros no Brasil e nos EUA

Mercado financeiro inicia a semana com atenção voltada à “Super Quarta”, quando Copom e Federal Reserve devem definir os rumos da política monetária; câmbio segue próximo de R$ 5,28 e bolsa mantém ganhos


Publicado em: 26/01/2026 às 11:23hs

Dólar mantém leve queda e Ibovespa opera estável à espera das decisões de juros no Brasil e nos EUA
Dólar inicia a semana em leve queda acompanhando o cenário externo

O dólar abriu a semana com movimentação próxima da estabilidade, acompanhando o comportamento das principais moedas globais. Nesta segunda-feira (26), a moeda norte-americana era negociada em torno de R$ 5,28, com leve recuo frente ao real, refletindo a cautela dos investidores antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro também registrava pequenas variações negativas, enquanto no exterior o dólar apresentava desempenho fraco frente ao euro, à libra e a moedas emergentes, como o rand sul-africano e o peso chileno.

A volatilidade reduzida ocorre às vésperas da chamada “Super Quarta”, quando os bancos centrais das duas maiores economias das Américas definirão suas taxas de juros.

Expectativas para a “Super Quarta” movimentam os mercados

Nesta quarta-feira (28), o Federal Reserve (Fed) anuncia sua nova taxa básica, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) divulga à noite a decisão sobre a Selic, que deve ser mantida em 15,00% ao ano.

Economistas avaliam que ambos os bancos centrais devem optar pela manutenção das taxas, diante de um cenário de inflação mais controlada, mas ainda sob incertezas quanto ao ritmo da economia global.

A diferença entre os juros brasileiros e americanos continua sendo um fator de atração de capital estrangeiro, o que tem contribuído para manter o dólar abaixo dos R$ 6,00 nos últimos meses.

Ibovespa opera estável após sequência de altas

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), operava perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira, após cinco pregões consecutivos de alta. O índice estava próximo dos 179 mil pontos, refletindo ajustes pontuais após o forte avanço da última semana, quando acumulou alta de mais de 8%.

O otimismo com os ativos brasileiros vem sendo impulsionado pelo fluxo de investidores estrangeiros, que buscam retornos mais atrativos no país diante da expectativa de estabilidade monetária e fundamentos sólidos da economia.

Cenário financeiro e leilões do Banco Central

O Banco Central do Brasil manteve nesta segunda-feira sua atuação no mercado de câmbio, realizando leilões de linha no valor total de US$ 2 bilhões, com o objetivo de rolar contratos que vencem no início de fevereiro e garantir liquidez.

O órgão também divulgou que o déficit em transações correntes de 2025 foi de US$ 68,7 bilhões, enquanto o investimento direto no país somou US$ 77,6 bilhões, demonstrando confiança do investidor estrangeiro na economia brasileira.

Influência internacional e tensões geopolíticas

Além dos fatores econômicos, tensões geopolíticas e declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continuam no radar dos investidores. As incertezas sobre a política externa americana têm influenciado a volatilidade do dólar e dos ativos de risco em todo o mundo.

No cenário global, o Banco do Japão também é destaque, com expectativas de possível intervenção para conter a desvalorização do iene — o que reforça a leitura de que a política monetária internacional ainda deve seguir cautelosa.

Panorama atualizado

O dólar comercial segue cotado próximo de R$ 5,28, em leve queda de 0,07%, enquanto o Ibovespa mantém estabilidade em torno dos 179 mil pontos, após uma semana de fortes ganhos. As projeções indicam manutenção da taxa Selic em 15% ao ano e estabilidade dos juros nos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75%.

Os mercados aguardam com atenção os anúncios de quarta-feira, que devem definir o tom das próximas semanas para o câmbio, a renda variável e o fluxo de capitais estrangeiros no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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