Publicado em: 24/03/2026 às 10:51hs
O dólar iniciou esta terça-feira (24) em leve alta no mercado brasileiro, refletindo incertezas no cenário internacional, especialmente relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento reforça a cautela dos investidores e impacta diretamente setores exportadores, como o agronegócio.
Por volta das 9h03, o dólar registrava alta de 0,38%, sendo cotado a R$ 5,26. A valorização da moeda norte-americana ocorre após um pregão anterior de queda, evidenciando a volatilidade do câmbio diante do ambiente externo.
Desempenho do dólar:
O mercado também acompanha a política monetária do Federal Reserve, cujas decisões sobre juros seguem determinando o fluxo de capital global e o comportamento das moedas emergentes.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão desta terça-feira às 10h, após fechar a sessão anterior em alta expressiva.
Na segunda-feira (23), o índice avançou 3,24%, encerrando aos 181.932 pontos, impulsionado por um movimento de recuperação e melhora no humor dos mercados internacionais.
Desempenho do Ibovespa:
As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã permanecem no radar dos investidores e podem influenciar diretamente os preços das commodities agrícolas, além do comportamento do dólar.
Para o agronegócio brasileiro, a valorização da moeda norte-americana tende a favorecer as exportações, aumentando a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Por outro lado, eleva os custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos.
O mercado financeiro deve seguir operando com volatilidade no curto prazo, reagindo a fatores externos, dados econômicos e decisões de política monetária nos Estados Unidos.
A atuação do Federal Reserve continuará sendo determinante para o comportamento do dólar, enquanto o Ibovespa tende a responder ao fluxo de capital estrangeiro e às condições macroeconômicas globais.
A expectativa é de que o dólar permaneça oscilando na faixa dos R$ 5,20 a R$ 5,30, com impactos diretos sobre os custos de produção e a rentabilidade das exportações do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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